Pena de Morte: O Segredo do Triângulo: O Mártir da Liberdade (Tiradentes: O Segredo do Triângulo Livro 9)
Por Guilherme Miranda de AguiarSobre o livro
O último pedido de Tiradentes foi uma dose de cachaça. O que veio depois mudou o Brasil para sempre.
Vinte e um de abril de 1792. Campo da Lampadosa, Rio de Janeiro colonial. Um homem em hábito branco sobe sete degraus de madeira nova com o passo de quem conhece o chão — o mesmo passo que andou trinta anos pela Estrada Real de Minas Gerais, o mesmo passo que carregou o sonho da independência do Brasil quando ninguém mais ousava carregá-lo.
Joaquim José da Silva Xavier — o Tiradentes — chegou à forca inteiro.
Não quebrado. Não suplicante. Inteiro.
O SEGREDO DO TRIÂNGULO — Volume 9: O Mártir da Liberdade é o penúltimo capítulo da série histórica mais ambiciosa já escrita sobre a Inconfidência Mineira. Uma ficção histórica épica, visceral e profundamente pesquisada que reconstrói, hora a hora, o dia mais importante da história do Brasil — e revela, nas margens dos documentos e nos silêncios dos arquivos, o que a história oficial nunca contou completamente.
Uma série de ficção histórica brasileira que começa onde os livros didáticos param
Enquanto a história oficial transformou Tiradentes num símbolo de barba longa e olhos de mártir cristão — uma imagem construída décadas depois para servir à República que nasceu do que ele plantou — esta série mergulha no homem real: o dentista, o mascate, o alferes, o homem do passo da Estrada Real que pediu uma dose de cachaça antes de subir à forca e que recebeu.
Esse detalhe — verdadeiro, documentado, humano demais para os livros didáticos — é o coração desta série.
O Mártir da Liberdade narra em dez capítulos épicos e extensos:
- A travessia de barca da Ilha das Cobras ao continente na manhã da execução — e o que Tiradentes viu e sentiu ao ver o céu aberto depois de dois anos e oito meses de cela
- A conversa devastadora entre Tiradentes e o padre Inácio de Barros Menezes ao pé das sete escadas — vinte minutos que o padre carregou pelo resto da vida
- O Campo da Lampadosa e a multidão silenciosa que não produziu o silêncio do medo, mas o silêncio de quem estava vendo algo maior do que esperava ver
- A oração sem palavras — o interior de Tiradentes na plataforma, os tropeiros, os irmãos da Inconfidência, a decisão de dezembro de 1789 que havia ficado intacta dentro dele durante toda a Devassa
- O esquartejamento e a Estrada Real que recebeu a mensagem da Coroa e respondeu com outro silêncio
- A cabeça exposta em Vila Rica — e o poste que ficou vazio na terceira noite, sem que a guarda houvesse visto nada e sem que a investigação produzisse resultados
- Os que sobreviveram: Gonzaga em Moçambique, o Padre Domingos em Angola, Maciel no exílio, Silvério dos Reis no quarto fechado com o peso do que havia feito
- Cem anos depois — 1889, a República proclamada, o mito construído, e a pergunta que os arquivos colocam e não respondem
A série de ficção histórica brasileira com elementos de thriller maçônico e mistério histórico
Ao longo de todos os dez capítulos, a Pista do Triângulo — fragmentos reais ou verossímeis encontrados nas margens dos documentos históricos, nos campos em branco dos autos, nas notas de archivistas do século XIX — constrói uma segunda narrativa que corre paralela à história oficial.
Um anel de metal escuro com triângulo entalhado encontrado em 1856 abaixo do pilar sul do cadafalso do Campo da Lampadosa. Uma nota dobrada em quatro colada à contracapa de um caderno de arquivo: há dois. Páginas possivelmente removidas do livro de ocorrências de Vila Rica. Uma linha no caderno de Moçambique de Gonzaga, escrita por mão desconhecida: ele sabia que a estrada não acaba onde o pé para.
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