Sobre o livro
Do poeta simbolista português Antônio Nobre (n. 1867; f. 1900), apenas um livro foi impresso em vida: Só (1892). Seus dois outros volumes de poemas, Despedidas e Primeiros Versos, vêm a lume post mortem (em 1902 e em 1921, respectivamente). Das três publicações, além de poemas em formas variadas, constam setenta e seis sonetos.
Reunidos pela primeira vez num único livro, os sonetos de Antônio Nobre foram ordenados conforme dispostos nas edições originais e seguindo a cronologia de produção das obras — i. é, Primeiros Versos, Só e Despedidas.
Todos os sonetos foram cotejados com testemunhos de outras edições que não aquelas empregadas como base à elaboração de Os Sonetos. As variantes, de natureza diversa, foram anotadas, de modo a proporcionar ao leitor o conhecimento amplo da tradição impressa dos poemas.
Este livro, ainda mais, é enriquecido com uma minibiografia literária do autor, uma nota sobre a forma lírica em apreço e a descrição das principais linhas temáticas empregadas por Antônio Nobre em seus sonetos.
Ler os sonetos de Antônio Nobre é adentrar um mundo em que as expectativas da juventude se chocam inexoravelmente contra uma realidade que em muito pouco — quase nada — corresponde aos planos do poeta; um mundo em que os desencantos existenciais românticos recebem nova roupagem, simbolista-decadentista.
Memórias, amores, a pátria, o exílio, os simples… Muitos temas cabem na lírica de um poeta cujo repertório linguístico vai da coloquialidade ao uso de imagens plenas de sentidos e que, sem favor, é um nome destacado da Literatura Portuguesa do séc. 19.
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