OLYMPUS: LIVRO XIII – TEBAS

Por MARCOS AVELINO MARTINS

Sobre o livro

130º livro do autor das séries “EROTIQUE” (11 volumes com poemas sensuais) e “OLYMPUS” (15º volume desta série, com 300 poemas em cada um deles).

Alguns trechos:

“Até que afinal te entregas,

E me suplicas por uma pausa,

Antes mesmo que a noite termine,

Acariciando o meu rosto devagar,

Pedindo para que eu te ensine

Todas as conjugações do verbo amar…”

“E, quando o dia amanhece,

Após uma noite de doces batalhas,

Ao despertar, você me sorri docemente,

E ainda mais me enternece,

Derretem-se as minhas últimas muralhas,

E o Amor entre nós se instala, eternamente…”

“A ampulheta do tempo gira,

Arrastando em sua areia que sumira

Lembranças e recordações,

Velhos amores, outrora preferidas canções,

Memórias de queridos amigos,

Estantes cheias de livros antigos,

Que nunca mais relerei,”

“Mas por não ver a saída

Desse indecifrável labirinto

Onde estou agora perdido,

Por não dizer jamais a palavra proibida

Que talvez ressuscitasse um amor extinto,

E levasse a um destino nunca cumprido,

E cada vez mais distante,”

“In my beautiful garden,

A flower died,

Slowly,

Torn apart,

Near the end,

And beside it, another flower was born,

Wonderful, under the moonlight…”

“Chegue a tempo

De me salvar

Das armadilhas

Que a Poesia me preparou

Em meus versos inquietos

Senão o que me restará

Ao final das horas

Que o destino reservou a nós dois

Serão apenas tristes lembranças

De mim mesmo…”

“Então eu lhe pedi perdão pelo que dissera,

E prometi que nunca mais aconteceria

Aquele acidente de percurso

Daquele dia infeliz, tantos meses atrás,

E, quando nos afastamos,

Seu rosto cheio de lágrimas me respondeu,

Da forma mais reveladora possível…”

“Uma doce tristeza me invade,

Acalentando uma estranha sede,

Que com meus neurônios colide,

E em minhas sinapses explode,

Ao ouvir o som de um velho alaúde…”

“Só faltava esta acontecer-me,

Sendo acusado pelo que não fiz,

Como se eu fosse meio devasso,

Ou coisa parecida, sordidamente traído,

Sem qualquer explicação,

Por um alcaguete chamado Poesia…”

“Mas esse encontro acidental, tantos anos depois,

Talvez tivesse sido provocado pelo destino,

Para nos dar, talvez, outra chance

De nos conhecermos mais intimamente,

E, quem sabe, encontrarmos um no outro

Uma alma gêmea, que nos guiasse

A descobrir o que é essa tal de felicidade…”

“Pois o amor é inconstante, não há quem o comande,

E, quando se acaba, é como uma avalanche

Que arrasta em seu curso sentimentos e vidas,

E o fim do amor é como um desmanche,

No qual se empilham almas perdidas…”

“Mas um dia tudo terminou, como tudo acaba,

Normalmente, antes mesmo que se perceba,

O que era filé mignon, apenas vira muxiba,

Uma bela lagosta, transmuta-se em yakisoba,

Enquanto um lindo país tropical fica pior do que Cuba!”

“Ao final daquele processo de limpeza,

Olhei-me no espelho,

E quase consegui ver em meu reflexo

Um olhar de recriminação

Por livrar-me de todas essas lembranças

Que um dia me fizeram sonhar…”

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