Sobre o livro
Em 1972, cinquenta anos depois da morte de Marcel Proust (1871-1922), em Paris, Pierre Cambronne, ex-oficial do exército francês, foi contratado por um contrabandista e falsificador de obras de artes para buscar e recuperar, a qualquer custo, originais pertencentes ao escritor francês, então, supostamente em poder do professor de latim Danilo Morais, residente em Olinda, cidade colonial brasileira.
Esses manuscritos foram trazidos ao Brasil, meses antes da morte de Proust, por seu último amante e secretário, Henri Rochat, a quem Proust, já doente dos pulmões, sem condições de escrever, ditou os três últimos volumes de Em busca do tempo perdido: A Prisioneira, A Fugitiva e O Tempo Recuperado.
Rochat também teria levado consigo outros manuscritos inéditos e dados como “perdidos” até hoje.
Juntamente com mais dois colaboradores – François Ponds e Lídice Maria –, Cambrone chega à Olinda em pleno Carnaval de 1972, desencadeando, imediatamente, durante os dias da festa momesca, a desesperada busca destinada a retomar os manuscritos.
Toda a ação se passa entre o sábado gordo e a quarta-feira de Cinzas, em meio aos desfiles de troças, blocos e curiosos figurantes que anualmente percorrem as ladeiras daquela cidade colonial.
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