O turista e o contador de histórias

Por Roger Dageerre

Sobre o livro

O francês Daniel Louis resolveu fazer turismo no Brasil e escolheu as três capitais ilhas. Primeiro visitou Vitória – Espírito Santo, depois foi conhecer Florianópolis – Santa Catarina. E no dia 05/07/2014 chegou ao aeroporto Marechal Cunha Machado em São Luís – Ma.

Logo ao desembarcar, soube que estava na Ilha dos Amores. Acenou para um táxi e ordenou ao motorista a seguir em frente. Percorreram toda a Avenida Guajajaras e quando chegaram ao retorno da Forquilha mandou dobrar à direita. Foi uma intuição, pois não sabia aonde ia.

Então seguiram pela Rodovia Ma-201 – Estrada de Ribamar. Passaram pelo Maiobão, um bairro de muito movimento, Laranjal, Rio São João e Pindaí. E ao se aproximarem da Igreja São José dos Índios pediu para o motorista fazer uma parada.

Desceu do veículo e foi olhar a Capela de perto, mas viu apenas por fora, pois a Igreja estava fechada. Retornou ao taxi e seguiram em frente.

Ao se aproximarem da cidade de São José de Ribamar perceberam um clima de festa, pois estava acontecendo o encerramento das festas juninas com o tradicional encontro de grupos de bumba meu boi onde reúne principalmente o boi da Maioba e Ribamar. Ali estava sendo encerrado a 61ª edição do Lava bois.

Ao se aproximarem da placa onde estava escrito sejam bem-vindos a São José de Ribamar, o turista Daniel despachou o taxista, pôs a sua bagagem nas costas e se misturou aos quase cinquenta mil brincantes.

Para chegar à Igreja de São José de Ribamar, que era a intenção do turista francês conhecer o número máximo de igrejas, teve que seguir pelo bairro da Campina e Barbosa, pois a Av.

Gonçalves Dias estava interditada porque contava com a presença dos bois: Tamarineiro, Inês Maranhão, Novo Brilho, o batalhão da Maioba e o batalhão de São José de Ribamar. Bem como a animação da Banda Dois Corações. Por isso, o francês teve que usar os atalhos para visitar a Igreja Matriz.

Contam os fiéis antigos, que as três tentativas para construir a igreja, todas desabaram misteriosamente porque foram construídas de costas para a Baía de São José.

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