O TIBETE DE ÁFRICA

Por Margarida Paredes

Sobre o livro

SINOPSE, “O TIBETE DE ÁFRICA”

Ana, apaixonada pela vida em Luanda, cidade onde nasceu, é confrontada em criança com o racismo de duas comunidades que viviam juntas mas de costas voltadas uma para a outra, no fim da era colonial em Angola.

Deslocada pela História do continente africano para o continente europeu, através da maior ponte aérea do mundo, cresce sentindo-se um corpo estranho no meio de uma sociedade que a rejeita porque é diferente, é uma retornada.

Em adulta vê-se gestora do mercado de África numa grande empresa de telecomunicações em Lisboa.

Está casada com um velho refugiado político que fugira à guerra colonial e vivera exilado na Bélgica durante décadas quando lhe surge um colaborador angolano, galã e descomplexado, muito bem relacionado e competente.

Dum golpe, Ana percebe que esse continente, donde um dia fora obrigada a fugir, regressa à sua vida com um resplendor diabólico e irresistível.

O TIBETE DE ÁFRICA leva uma mulher da tranquilidade sonhadora da Bélgica, ao bulício empreendedor de Lisboa, à insegurança dos largos horizontes de Angola e por fim, ao inferno do Ruanda, o mais belo país de África, o seu «Tibete», acorda estremunhado em guerra civil.

É aí que Ana e o seu amante luandense descobrirão quanto os negócios exigem a percepção da política e quanto o sexo debaixo de fogo é medonho e assolador.

O TIBETE DE ÁFRICA foi publicado em Lisboa, em 2006, pela Âmbar e em Angola pela Chá de Caxinde em 2009. É um romance onde histórias de vidas modernas, complexas e inovadoras unem pessoas oriundas de espaços culturalmente diferentes.

As fronteiras esbatidas deste novo território mundial são atravessadas por um capitalismo selvagem e global que marginaliza indivíduos, países e continentes.

A mobilidade dos protagonistas obriga-os a confrontarem-se com eles próprios, com os seus sentimentos e com a memória dum passado comum, partilhado em contextos diferentes, onde num labirinto de emoções se entrelaçam histórias dramáticas de povos a debaterem-se com filiações e identidades múltiplas.

Margarida Paredes Nasceu no Penedo da Saudade em Coimbra, Portugal, no dia 6 de Maio de 1953. Em 1974 abandonou o curso universitário na Bélgica para lutar pela independência de Angola ao lado do MPLA, movimento ao qual aderiu em 1973 com 19 anos.

Passou por Brazzaville e foi uma das primeiras militantes vindas do Congo a entrar em Luanda após o 25 de Abril de 1974.

Depois da independência abandona o exército angolano para trabalhar no Conselho Nacional de Cultura com o poeta António Jacinto onde desenvolveu projectos na área dos espectáculos e artes plásticas, trabalhando com “crianças-soldado” e órfãos de guerra. Regressou a Portugal em 1981.

É graduada em Estudos Africanos pela faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e diplomada em Estudos Avançados do Doutoramento de Antropologia pelo ISCTE-IUL.

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