O stress no trabalho de guardas municipais: a dialética entre o desgaste biopsíquico e socioinstitucional

Por Eduardo Pinto e Silva

Sobre o livro

O stress no trabalho pode ser compreendido como um desgaste (Seligmann-Silva) biopsíquico e socioinstitucional que, para ser revertido, requer profundas transformações sociais e dos modelos de gestão e organização do trabalho.

A aposta nas possibilidades de transformação institucional e social a partir do coletivo dos trabalhadores e do espaço da palavra no trabalho (Dejours) deve levar em conta considerações críticas acerca da prevalência do imaginário enganador e da racionalidade instrumental nas organizações (Enriquez), assim como formulações freudo-marxistas a respeito do sistema de poder sócio-mental (Pagès).

Segundo o referencial teórico interdisciplinar psicodinâmico e psicossociológico articulado aos fundamentos do materialismo histórico-dialético, no campo social e institucional existe não apenas o determinado e o possível, mas um conjunto de indeterminações e possíveis.

Ao imaginário enganador se contrapõe o imaginário motor. Ao sofrimento patogênico e alienação, o estranhamento, mobilizador da subversão criativa e da inscrição do desejo e da subjetividade no trabalho.

A escuta do sujeito estressado e o reconhecimento das contribuições do coletivo dos trabalhadores são condições imprescindíveis para as necessárias transformações dos modelos patogênicos de gestão e organização do trabalho em prol da saúde mental no trabalho.

Eis os aspectos abordados na presente análise de pesquisa sobre o stress em guardas municipais.

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