O Santo Sacrifício da Missa

Por Emmanuel André de Mesnil-Saint-Loup

Sobre o livro

Quem pudesse contemplar o mistério dos nossos altares com aqueles olhos iluminados do coração de que nos fala o Apóstolo (Ef 1, 18), seria certamente arrebatado em êxtase.

Veria como um rio de graças brotando incessantemente deste trono do Cordeiro imaculado e levando, aos infiéis, a graça da fé; aos pecadores, a graça da penitência; aos justos, a graça da perseverança.

Veria Jesus fomentando nas almas que comungam bem uma viva chama de oração, de adoração e de amor, mantendo-as em estreita comunhão entre si e com Ele. Compreenderia, enfim, como o altar, como o tabernáculo é a fonte desse incêndio que propaga a redenção dos homens.

Tal fogo continuará aceso até se consumarem os séculos. Nem o próprio Anticristo será capaz de o extinguir, malgrado todo o seu furor, ao passo que os eleitos dos últimos tempos tirarão dele uma força invencível para resistir aos seus assaltos. É essa a grande consolação dos filhos de Deus.

‘Estou convosco, diz Nosso Senhor, até a consumação dos séculos’. Sim, Senhor Jesus, ficai conosco, pois a tarde vai caindo. Mane nobiscum, Domine, quoniam advesperascit (Lc 24, 29).

Quarta parte, conclusão.

Estimado leitor, essas linhas foram escritas cerca de um século antes da missa nova. O Padre Emmanuel previa que Satanás tentaria fazer desaparecer o sacrifício da nova e eterna Aliança.

Neste estudo, fundado na Tradição dos Padres e numa verdadeira ciência litúrgica, ele esclarece admiravelmente o Santo Sacrifício da Missa. “Este sacrifício é o mistério da fé, mysterium fidei, escreve o Padre Emmanuel.

Ele deve ser ensinado antes de ser celebrado, e só se aprecia bem depois de bem compreendido”. Só se ama o que se conhece, e só se defende o que se ama. Para manter-se fiel à missa católica, é necessário, antes de mais nada, descobrir as riquezas do mistério da fé.

Sem essa adesão, fundada sobre a fé e a caridade, qualquer católico, seja ele sacerdote ou leigo, estará sempre em perigo de se tornar um traidor no combate pela missa.

O abandono da missa tradicional em quase toda a Igreja, em 1969, deveu-se em grande parte à ignorância quanto à natureza do Santo Sacrifício e ao significado dos seus ritos.

Apresentação feita pela revista Le Sel de la Terre.

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