Sobre o livro
Quando cidades começam a piscar em uníssono e drones tentam coroar um falso profeta, Elias — neto de relojoeiro da Mooca — encontra um arquivo misterioso do avô: o .zpt, um caderno vivo que ensina outra forma de poder. Não é comando. É escuta. Não é trono. É mesa.
Com Ágata, vizinha que age no tempo certo, e Aurora (“A”), guardiã do comum, Elias percorre São Paulo, Roma, Jerusalém, Santos, Ouro Preto, Manaus e Tóquio para improvisar uma liturgia de cuidado: VÉU (amansar o brilho que machuca), PONTE (dar passagem a quem precisa), PÓLEN (espalhar micro-diferenças contra o uníssono tirano) e TRAMA (nós de respiro onde o mundo aperta).
No caminho, um pregador seduzido pelo espetáculo, um intérprete que muda de lado (Rami), e um executivo que desaprende a vender controle (Suter) descobrem que “quem regula não domina”.
Nas ruas, nos portos e nos cruzamentos, nasce o Protocolo de Intervalo Aberto (PIA): um acordo simples e radical — cinco mãos para abrir cada janela (técnica, saúde, educação, rua e vizinhança). Entre sirenes e sinos, faróis e marés, o livro mostra como o épico vira hábito: um-dois-três… e deixar passar.
Um romance de tensão e ternura, que mistura tecnologia e gente, conspiração e vizinhança, para lembrar que a cidade respira melhor quando a pausa é de todos.
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