Sobre o livro
Barbacena, década de 1940. Um hospital perdido na serra, envolto por neblina, silêncio e histórias que ninguém ousa registrar.
Um médico chega para assumir seu cargo entre pavilhões gelados, pacientes esquecidos e métodos “terapêuticos” tão reais quanto cruéis: banhos gelados, choques, contenções, hidroterapias, sedativos adocicados e quartos de isolamento que não fecham por completo.
Mas, conforme os dias passam, algo inquietante acontece.
Os pacientes parecem conhecê-lo.
Frases repetidas surgem em alas diferentes. Anotações aparecem escritas com sua letra, mas ele não lembra de tê-las escrito. Sombras se movem onde não deveria haver ninguém. E a enfermeira Helena — calma demais, presente demais — observa tudo com uma serenidade impossível de decifrar.
Nada é sobrenatural. Nada é fantasia.
É o horror histórico, clínico e humano do Hospital Colônia: um lugar onde a lógica se dissolve, o tempo parece retornar e cada porta aberta revela mais sobre o próprio narrador do que sobre os internos.
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