O Navegante de Sagres: (1385–1460) (Mar e Fogo Livro 2)

Por Capitão Brito

Sobre o livro

Com a casa real segura e o reino salvo em Aljubarrota, Portugal enfrenta uma nova fronteira: não há mais terra para conquistar. Castela ao lado, o mar à frente. Depois de quase perder tudo, a nação que nasceu da guerra volta os olhos para o único caminho que resta — o oceano desconhecido.

O Navegante de Sagres é a história do sonho que se tornou ciência, e da ciência que se tornou império. A narrativa é conduzida pelo Infante D. Henrique, não como a figura mitológica e solitária do Promontório de Sagres, mas como um homem complexo, obcecado, falível e profundamente religioso — o arquitecto da maior empresa de risco do seu tempo, gerida a partir de Lagos e da sua vila no Algarve.

Através dos olhos de personagens ficcionais e reais — como Gonçalo Cabeção, o carpinteiro naval genial que revoluciona a caravela, e Gil Eanes, o navegador que finalmente dobra o temido Cabo Bojador —, acompanhamos a dolorosa e custosa exploração da costa africana.

Este volume não esconde a sombra do projecto: a busca por ouro, escravos e a cruzada contra o Islão. É a tensão brutal entre a curiosidade infinita e a ganância insaciável, entre a fé que inspira e a fé que destrói.

Para os leitores que viram Portugal nascer do sangue e sobreviver à traição, vejam agora como uma pequena nação na periferia da Europa decide tornar-se dona dos mares — e pagar o preço.

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