O livro de Jó: a falsa religião e a amizade enganadora
Por Luiz Alexandre Solano RossiSobre o livro
A obra analisa o Livro de Jó sob uma perspectiva histórica e teológica inovadora, situando sua composição no período do pós-exílio babilônico, entre 450 e 350 a.C..
O autor, Luiz Alexandre Solano Rossi, desafia a interpretação convencional de Jó como um herói passivo, revelando um protagonista rebelde que questiona a teologia da retribuição e a exploração socioeconômica sofrida pelos camponeses na Judéia sob o domínio persa.
Através do embate entre a “verdadeira teologia” de Jó e a “antiteologia” de seus amigos, o livro explora a busca pela justiça divina em meio à dor, apresentando o sofrimento não como castigo, mas como um espaço de resistência e clamor por um Deus libertador.
Qual o contexto histórico em que o livro de Jó foi escrito? É possível estabelecer a data entre os anos 450 e 350 a.C., no período do pós-exílio, mais propriamente durante a dominação do império persa. Foi um período marcado por um violento processo de dominação e exploração.
Assim, Jó não se apresenta tão-somente como um indivíduo, mas como um dos muitos camponeses que perderam seus rebanhos, suas terras e até mesmo seus filhos e filhas. Contudo, o processo de empobrecimento e de exploração acontecia de forma dupla.
Uma das causas era exterior: o império persa, que dominava a Judéia neste período. E uma segunda causa era interna: os ricos comerciantes ligados às famílias dos chefes dos sacerdotes que controlavam o templo e o país. O povo se encontrava numa situação incômoda. Para onde fugir?
Em quem buscar refúgio?
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