Sobre o livro
Buscando um diálogo entre a literatura e a filosofia, o autor focaliza a relação entre tempo e memória, configurada na obra “O Grande Sertão”. Aqui, a experiência temporal humana é apresentada a todo tempo pela rememoração de Riobaldo, pelas suas agonias e incertezas.
A proposta é despertar no leitor, durante toda travessia e por meio da rememoração temporal, suas angustias e medos existenciais, pautados pelo desejo daquilo que nos falta. Somos, ao mesmo tempo, Riobaldo e Diadorim, isto é, o medo e coragem.
Aquele que tem tudo, mas ao mesmo tempo nada possui; bem e mal.
A proposta é estudar e analisar o sertão que corresponde ao desvelamento da condição humana, observando-o como espaço existencial de construção da linguagem, na medida em que o narrar se revela como rememoração que busca o sentido do ser através da ontologia existencial.
Riobaldo, ao narrar a travessia do rio São Francisco, passa a organizar melhor as lembranças em sua mente, como em um ritual iniciático à sua vida. Nós estamos sempre nos transformando, manifestando um vir- a – ser plenamente em nossa personalidade.
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