O Equador da Vida: Um incesto entre morte e poesia

Por Rego Junior

Sobre o livro

Essa escrita que aqui vai estava apodrecida no armário do esquecimento, sendo ressuscitada pelo bicho da vaidade.

Assim como disse Machado de Assis: “- O que aqui vai escrito, vai escrito com o olhar fito no chão da humildade, mas com o coração nas grimpas da ambição.” Avocar os deuses da literatura para tão mesquinha vontade, seria como encomendar a missa prevendo o morto, mas assim são os costumes humanos – vaidosos e dissimulados.

Ironias à parte, depois de décadas, resolvi, ou criei coragem, de vir a público desnudar parte do ser transverso que foi por toda a sua existência um homem esquisito, estranho ou quando não, um simples catador de papéis nos quais escreveu suas ideias sem que jamais soubesse que ideias acorrentadas em folhas soltas “flutuam como espumas ao vento (C.A)”, mas como barcaça cheia de escravos.

Assim vai esse livro, miúdo, a encontrar nas feridas do leitor alguma razão para ser lido.

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