O divórcio dos meus Pais e Eu: A separação vivida pelos olhos de uma criança

Por A Gyurkovits

Sobre o livro

Quando meus pais se separaram, eu tinha apenas dois anos. Cresci sem a presença do meu pai biológico, fui criado pela minha avó enquanto minha mãe trabalhava sem parar e tive diferentes figuras paternas ao longo da vida. E, olhando para trás, posso dizer com toda certeza: a separação dos meus pais não me fez perder nada. Pelo contrário, me deu muito mais.

Se você está passando por um divórcio e teme pelo impacto que isso terá no seu filho ou filha, quero te mostrar um outro lado dessa história. Sei que, nesse momento, a culpa e o medo podem estar pesando sobre você.

Você se pergunta se está destruindo a infância dele ou dela, se sofrerá pela ausência do outro genitor, se essa ruptura deixará marcas para sempre. Mas, e se eu te disser que as crianças não sentem a separação da mesma forma que os pais?

O que realmente afeta um filho não é o divórcio em si, mas como os pais lidam com ele. A separação só se torna traumática quando é cercada por brigas, culpa, instabilidade emocional e disputas que a criança sequer deveria testemunhar. Muitas vezes, os pais projetam suas próprias dores nos filhos e criam problemas onde não existem.

Eu nunca passei noites em claro chorando porque meus pais não estavam juntos. Nunca me senti menos amado por viver entre duas casas. Mas o que eu sentia? Sentia que minha mãe trabalhava muito e que isso era necessário. Sentia que meu padrasto me tratava como filho, sem distinção.

Sentia que minha avó cuidava de mim com carinho e disciplina. Sentia que meus tios estavam por perto para me dar suporte. Sentia que meus primos eram os irmãos que nunca tive.Não importa se você ganhou uma bola, o que importa é quem jogará com você.

E se tem algo que aprendi, é que uma criança não precisa de um lar intacto – ela precisa de referência, estabilidade emocional e um ambiente onde se sinta segura e amada. O divórcio pode até mudar a dinâmica familiar, mas não precisa destruir a base que realmente importa.

Este livro não é um manual técnico, mas um relato sincero de quem viveu essa experiência do outro lado – como filho. Compartilho minha história para te ajudar a enxergar que seu filho ou filha não está condenado a uma infância difícil por causa da separação. Pelo contrário, ele pode crescer forte, seguro e feliz, desde que tenha bons exemplos e um ambiente saudável para se desenvolver.

Aqui, você encontrará reflexões e aprendizados para passar por esse momento com mais leveza. Porque ser um bom pai ou uma boa mãe não significa evitar toda dor – significa preparar seu filho para crescer forte, seguro e pronto para a vida.

Se você quer encarar essa jornada com um novo olhar, este livro é para você.

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