O Divã das Doidivanas

Por Randerson Figueiredo

Sobre o livro

A obra O DIVÃ DAS DOIDIVANAS é uma espécie de catarse emocional e psicológica na qual mostra a queda e ascensão de um renomado psiquiatra negro chamado Eugênio Lóris Monfort de Oliveira e sua busca para encontrar sua verdadeira essência, o seu processo de individuação. Logo abaixo o prefácio do livro escrito pelo psicólogo Júlio César Walz, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

“Doidivanas! Um livro que mostra de maneira dialógica como podemos perceber os diferentes nuances da experiência humana.

Quer dizer, Doidivanas revela de modo muito peculiar os jeitos como nossas emoções, ações, alienações, paixões, nossos desencontros e ou perversidades, ou ainda nossas reações diante das contingências da vida. Ou ainda a luta contra nossas determinações e o desejo onipotente de nos livrarmos delas.

Randerson, ao longo do livro, tem várias narrativas que se entrecruzam, ou melhor, várias emoções que se articulam e disputam e uma crença principal em todas elas: eu sei o que é melhor para o outro.

Impressionante como essa certeza perpassa cada um dos personagens dessa novela, cada um com sua justificativa de existência e ação. O personagem principal, Dr. Eugênio, é um médico psiquiatra, acometido por uma grave situação pessoal no dia do seu casamento.

Não suporta tamanha dor e necessita dos cuidados de uma internação psiquiátrica, longa por sinal. Por si só essa história já é bonita: ninguém está imune as mazelas da vida. Mesmo os mais estudados e preparados em termos de teoria.

Claro que diferente de Simão Bacamarte no livro O Alienista de Machado de Assis, que para escapar da sua própria alienação, interna-se por conta própria, o Dr. Eugênio necessita ser internado devido as consequências traumáticas do vivido. Pode parecer que essa história se encerra nesse mote. Mas não.

Ai que está a beleza da narrativa. Cada um dos personagens tem vida própria e quase que cada um deles torna-se um personagem central, inclusive na maneira como interagem com o Dr. Eugênio. Tarefa nada simples para quem escreve.

Por isso, acho que o livro pode ser lido como uma persona, onde dentro dela existem as diferentes emoções que se digladiam com seus interesses próprios bem como a determinação maior da qual desejamos loucamente nos livrar.

Espero que o livro do Randerson possa ajudar a cada leitor a perceber suas doidivanas internas e que esses personagens todos sejam iluminados na mente de cada um.”

Porto Alegre, janeiro de 2026. Julio Cesar Walz – Psicólogo

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