O CONVITE: Das Crônicas Do Éden

Por AFONSO CELSO FRANCO DE ALBUQUERQUE

Sobre o livro

E foi tudo que eu queria de fato, era estar lá à margem do leito do madeira, lá no MIRANTE, lá, onde, com os amigos Tauaris e Paiters e tantos outros, nós, por tantas vezes, tantas vezes, fazemos soar os solos mais apaixonados nas guitarras, tendo como paisagem aquela antiga sede da Ferrovia do Diabo, a ferrovia madeira Mamoré, no velho Porto Do Madeira, que nomeava à Capital da Nação Guaporé, juntamente com a presença sempre constante da CORONEL CHURCH NÚMERO 12, uma antiga locomotiva MAGLEV, que no século passado, era capaz de cortar a floresta amazônica a pelos menos 100 KM H, em uma viagem panorâmica deslumbrante, só possível, antes da divisão da nação entre, Amazônia ocidental e Amazônia oriental, na guerra ambiental que se travou.

A taberna matinal lá no canto do recanto tupiniquim era um lugar bem peculiar, durante o dia, era um lugar muito familiar, de reputação inquestionável, mas, tudo era apenas uma cortina, as moças que atendiam eram cortesãs de luxo, e, o café só existia com o propósito de se escolher os cavalheiros que seriam convidados para as orgias no Templo de Milita.

Aquele que se apresenta como Hiram Abiff serviu ao próprio Salomão e seu verdadeiro nome é Asmodeus o construtor do Templo de Jerusalem, naqueles tempos em que heróis caminhavam sobre a terra e esse é um universo em que o amor verdadeiro não era nada além da mais melancólica mercancia naqueles que foram os seus dias _Olhos Negros, não foi possível notar a Tempestade diante de nós e foi então que veio a queda.

O quanto valeria esse seu amor _Olhos Negros, já o verdadeiro amor, naquele canto do recanto, nada valeria, o verdadeiro amor somente seria capaz de prosperar onde houvesse luz e em ti anjo caído, em tí, ser súcubos, somente o que te habita a alma são sombras.

Os pampas e serras ao sul tupiniquim foram tomados pelas sombras do preconceito de doutrinas anátemas que libertas do abismo límbico quando desde aqueles que foram os seus dias _Olhos Negros, todos fomos lançados, onde na aurora dos tempos foram lançadas toda a luz que havia no Jardim pelos súditos da Irmandade de Asmodeus, o demônio que encarna Hiram Abiff, para que o verdadeiro amor pudesse existir no Jardim e florescer, a TEMPESTADE, AS SOMBRAS haviam nos alcançado naqueles que foram os seus dias _Olhos Negros, o seu véu frio e escuro nos cobriria e a Tempestade que nos assola se abatera violenta e impiedosa sobre todo o Éden.

Nós Somos todos anjos _Olhos Negros, NÓS somos a terça parte dos anjos que naqueles que foram os seus dias, fomos todos expulsos do Empirio Celeste, somos os anjos caídos e condenados a vagar entre os contemporâneos, no limbo, sem nunca poder encontrar o caminho de volta para o Éden, nós _Olhos Negros, nós somos a Tempestade lá fora, os nossos rostos, as nossas faces, os nossos corpos, podem ser de anjos, mas, as nossas almas, condenadas pelo próprio Criador, naquele que foram os seus dias, são de demônios, nós somos as razões da escuridão, nós somos _Olhos Negros, na ausência total do amor verdadeiro, a própria Tempestade lá fora!

Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.

📄 Salvar PDF

Avaliações dos leitores

Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.

⭐ Reviews dos leitores