O Católico

Por Renato Martins

Sobre o livro

Sete dias tem uma semana, doze são os meses que compõe um ano, e ambos fazem parte desse sistema oficial de cronologia que chamamos de “calendário gregoriano” (nomeado assim em homenagem ao papa que o promulgou, Gregório XIII).

Ora, nesta mesma métrica do passar do tempo marcamos inúmeros feriados, aos quais incorporamos costumes firmemente arraigados em nossa cultura. Mas afinal, sabemos o que eles representam? No início do ano festejamos o “Carnaval”, o dia que antecede a chamada “Quarta-feira de Cinzas”.

Como se não bastasse, a partir deste dia muitas pessoas vivem a “Quaresma”. Mas o que realmente significa tudo isso? A “Páscoa” aparece no calendário 40 dias depois, precedida pela dita “Semana Santa”. Mas o que é realmente a Páscoa, e como afirmar que essa semana é, de fato, santa?

Nossa sociedade está repleta de costumes e cerimônias que nós insistimos em praticar, sem ao menos entender suas verdadeiras origens, motivações e intenções por trás delas. Domingo é o dia do Senhor, segundo a Igreja Católica. Por quê?

Muitos batizam seus filhos ainda bebês na Igreja Católica, e multidões fazem fila ao confessionário para receber o perdão de um padre.

Além do mais, se ajoelham e rezam perante estátuas, gesticulam o sinal da cruz em qualquer situação, realizam procissão e recebem a chamada primeira comunhão e crisma. Isso tem algum fundamento bíblico? Muitos são os feriados no ano, mas você já parou para pensar que a maioria são católicos?

O que é celebrado em Corpus Christi, afinal? E na Sexta-feira Santa? Aliás, católicos nem comem carne nessa data. E no dia de Finados, o que você está comemorando? Qual a origem dos costumes praticados nesse dia? E o Natal instituído pela Igreja Católica no dia 25 de dezembro?

Caro leitor, o objetivo desta obra não é fazer comparativos entre crenças, mas esclarecer as tradições de nossa época, tão comuns a nós, que até paramos de nos perguntar como surgiram, quem as criou, ou seu real sentido.

Queira ou não, fomos mondados pela Igreja Romana nesses últimos 2000 anos, mas poucos adentram seus fundamentos.

E para isso, este livro utilizou-se de uma ampla gama de referências, históricas e contemporâneas para explicar o real sentido das doutrinas ensinadas pelo Catolicismo, como a comunhão dos santos, purgatório, inferno, batismo de crianças, confissão, eucaristia entre outras, explorando sua teologia e os seus fundamentos; além de descrever (na segunda parte) o sentido e os baldrames de cada “feriado”, celebração ou solenidade católica, do dia 1º de janeiro à 31 de dezembro.

Nesses quesitos fomos direto à fonte, desde a Didaqué (60 D.C.), a Bíblia Sagrada e documentos deixados pelos primeiros historiadores da era cristã como Tertuliano (séc II), Orígines (Séc II), Agostinho de Hipona (Séc. IV) … ao Catecismo da Igreja Católica (CIC).

Esperarmos fornecer a todos uma quantidade significativa de informações valiosas, oriundas principalmente da antiguidade e idade média, em um único volume, dividido em seções interdependentes. Sendo assim, consideramos esta obra essencial, obrigatória nas prateleiras de todas as residências, para uso constante e consulta rápida nos momentos mais oportunos ao longo de nossa existência.

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