O ”arquiteto memorialista” Carlos Lacerda e suas representações do Estado da Guanabara (1960–1965)

Por Gabriel Cheleiro Justino

Sobre o livro

A cidade do Rio de Janeiro é uma das principais cidades brasileiras e a mais conhecida, se projetando para além das nossas fronteiras, sendo a mais famosa cidade.

A mais conhecida praia, o mais conhecido estádio, a mais conhecida festa e o mais famoso monumento ficam nessa cidade, é a principal porta de entrada dos turistas estrangeiros, a mais visitada por quem vem de fora.

Afinal, que cidade é essa que consegue ser um ímã das atenções de nós brasileiros e dos estrangeiros, para o bem ou para o mal, e que está na memória mesmo daquele que nunca estiveram no Rio?

Os problemas também vão além de nossos limites, fazendo com que os problemas cariocas sejam associados aos problemas brasileiros e vice-versa, assim como as qualidades.

Este livro pretende trazer essa discussão a partir da gestão de Carlos Lacerda como governador do breve momento em que a cidade se tornou estado, como ele foi capaz de gerir uma cidade que havia acabado de perder seu status de capital federal para a recém-inaugurada Brasília em 1960, sem que o Rio de Janeiro deixasse perder seu papel de protagonista no cenário nacional e internacional, (re)construindo sua memória, e quais mecanismos utilizados para o Rio de Janeiro ser (re)inventado, fazendo do Rio patrimônio, através de seus discursos fervorosos, acalorados e muitas das vezes polêmicos, tal como sua singular personalidade que se projetava a cada passo que dava na construção dessa memória, daí ser um “arquiteto memorialista” do Rio de Janeiro.

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