O 3º CORPO PROVISÓRIO DE PALMEIRA: A TRAJETÓRIA DO “PÉ NO CHÃO” DE PALMEIRA ATRAVÉS DO OLHAR DA IMPRENSA (1932–1937)
Por Henrique Pereira LimaSobre o livro
Em 1932, o cenário político brasileiro passava por outro momento conturbado: a Revolução Constitucionalista. Naquele ano, o estado de São Paulo, que desde 1930 alimentava certo ressentimento pelo fim da “Política do Café com Leite”, ergueu-se contra o Governo Provisório chefiado por Getúlio Vargas.
Na defesa do Governo Varguista, o exército foi mobilizado, sob a bandeira da legalidade e, São Paulo, simbolicamente apoiado por políticos e grupos de outras regiões do Brasil, teve como bandeira maior, a elaboração de uma nova Constituição para a Pátria Brasileira.
O Estado de São Paulo mobilizou forças militares e civis, assim como fez o Governo Federal e os governos estaduais apoiadores de Vargas. Deste modo, o exército acionado pelo Governo Provisório foi significativamente auxiliado por diversas forças militares estaduais, como a rio-grandense.
O Rio Grande do Sul, além da Brigada Militar enviou para o território do conflito diversos “Corpos Auxiliares”, compostos por cidadãos, em sua maioria, sem formação militar, mas imbuídos de forte sentimento de dever cívico.
Dentre estas forças auxiliares, também chamadas de provisórias, ganhou destaque o 3º Corpo Auxiliar da Brigada Militar, criado em 1932 em Palmeira das Missões e que, no teatro das batalhas, cunhou o honroso epíteto de Pé-no-Chão, por lutarem com os pés descalços por opção e erguerem seus “facões” para enfrentar metralhadoras.
A obra apresenta uma linha de tempo, que narra a atuação do 3º Corpo Provisório de Palmeira no teatro da Revolução Constitucionalista em solo paulistano em 1932, chegando até o ano de 1937. Após este ano, não foram mais identificadas informações sobre esta corporação nos periódicos pesquisados.
Fato relevante é a condição historiográfica imposta ao olhar do pesquisador do presente. Isto, porque, a fonte jornalística, exige muita atenção para que não sejam ultrapassados os limites que o “olhar” e a “intenção” da imprensa imprime em seu labor.
Assim, a obra apresenta uma coletânea de recortes jornalísticos que fazem menção ao 3º Corpo Provisório.
Os periódicos consultados são dos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, os quais, trazem perspectivas plurais, guiadas, muitas vezes, pelo grau de aproximação destes veículos de comunicação, ou com o Governo Provisório, ou com os ideais da Revolução Constitucionalista de São Paulo.
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