Sobre o livro
(…) é uma obra inteiramente no guineense, kriol da Guiné-Bissau, apesar de estar ainda na fase da sua codificação.
Esta língua cedo se afirmou como invenção do povo, e já o serve para uma comunicação social, laboral, científica, cultural… as emissões das rádios e da televisão guineenses, enfim, a imprensa guineense “ta papia na kriol” (Guineense), assim como os alunos da pré-escolar e da primária, que interagem no dia a dia escolar, nessa língua, com os seus professores, duma forma oficiosa, claro.
O guineense (kriol) é falado, hoje na Guiné, até nas mais recônditas partes do país, graças à capacidade de resistência dos ancestrais que o legaram, para que mais tarde venha a ser nacionalizada pela luta de libertação, aquele ato que, segundo A. Cabral, foi um ato de cultura.
Este é um livro de Contos Tradicionais da Guiné-Bissau, narrado em kriol. O livro começa com o Ñu Ẑanuariu numa situação difícil, depois de ter evoluído, normalmente, na sua vida e na sua carreira a custa de um árduo trabalho.
Passou muitos riscos sem ter recuado perante nenhum: riscos de detenção, medos e arrepios. A clandestinidade para a independência do seu país, foi uma paixão para ele. Com tudo isso, cai na desgraça e volta para uma vida miserável com tudo o que ela implica.
É uma estória fenomenal e com uma envolvência incrível. (…) excerto do texto do autor.
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