Nós que esperamos, por vós aqui estamos

Por Rafael Mendes

Sobre o livro

Uma alusão ao Nós que aqui estamos, por vós esperamos, não só por banalizar a vida e morte e fazer o leitor refletir, mas faz isso genuinamente, também, com a ambição humana.

E esta menção que nos inspira a falar sobre nomes… Nomes representam o potencial humano, um poder adquirido diante de um entendimento sobre as coisas. Nomes para quase tudo, demonstram a grandeza da humanidade. Nomes celebram o triunfo da ciência, do conhecimento. Temos nomes para quase tudo.

Assuntos mais sinuosos como a morte ou tramas do destino tem significados propostos por religiões. Nomes decodificam. Temos uma história que brinca com a ambição, religião e principalmente com sonhos.

Poderia, pelo peso de cada história, ser um livro composto de 500 páginas, iniciando seu ritmo, com histórias bem distintas, umas mais como black mirror, outras de uma esquina próxima da tua casa, mas não.

Contos brincam com nossa criatividade, contos nos fazem concluir raciocínios e ramificar as pontas soltas de diversas maneiras. Afonso balança em um precipício para se livrar das correntes criadas pela disciplina que recebera. Heitor, o policial que se tornou papel por culpa e pela falta de justiça.

Jaqueline, que não se acostumou com o mal do mundo, nem com suas máscaras e atuações. Jonas, que precisou de um choque de realidade para engolir sua culpa. Raquel, a estrela que viveu seu conto de fadas da vida real, sua ilusão é a de muitas.

Adailtom, que, assim como a dança de Ishtar em Sandman, realiza a sua, não tão mortal, porém de mesma magnitude libertadora. Joel, que “se perdeu brigando com seus irmãos e sendo aquele quem castiga”. Soraia, que fugida do mar do sertão, arrumou abrigo em um mar de provação.

Bento, que em sua vida perfeita, recebe flechas que o guiam a uma subida de lembranças, até a última porta, a da percepção. Todas as personagens apresentadas vão encontrando propósito, num abraço pútrido, todos eles recebem o seu salvador.

Nós que esperamos, por vós aqui estamos é um conto sobre sonhos, todos eles de grandeza, mas cuidado ao segui-los: objetivos não atingidos nos distanciam da realidade e decodificam nossa estupidez.

Henrique Alves – Mago das artes sombrias.

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