Não tenho medo da morte e sim da covardia da vida: Ás vezes é preciso coragem para falar a verdade
Por Carla kaleraSobre o livro
Neste relato corajoso e visceral, uma mãe transforma sua dor em testemunho, seu luto em luta, e sua voz em instrumento de memória e justiça. Ao perder seu filho Lucas de forma brutal — assassinado em circunstâncias que denunciam não só a violência de um sistema falho, mas também a omissão de uma sociedade que normaliza o abandono — ela se recusa a aceitar o silêncio imposto pelo medo e pela impunidade.
Mais que um memorial, este livro é um caminho trilhado entre a saudade e a verdade, onde cada capítulo revela pedaços de uma vida interrompida, mas jamais esquecida. Lucas aparece aqui como um jovem real: imperfeito, mas cheio de tentativas, sonhos, gestos de afeto e vontade de recomeçar.
A autora compartilha com o leitor lembranças ternas, mensagens guardadas, fragmentos de esperança e de desespero, e, principalmente, a promessa feita ao filho de ser feliz por ele — promessa que se tornou resistência.
Através de memórias costuradas com ternura e indignação, a obra denuncia práticas policiais abusivas, negligência do Estado e a violência letal que atinge, sobretudo, os jovens das periferias. Mas também fala de amor — um amor incondicional que se manifesta em detalhes simples, em objetos guardados, em mensagens trocadas, e no desejo profundo de justiça.
Este livro é um apelo urgente para que nomes não virem apenas números. Para que vidas como a de Lucas não sejam esquecidas, e mães como Carla não tenham que escrever suas histórias com lágrimas. Uma leitura necessária, impactante e humana. Porque toda história interrompida merece ser contada — e ouvida.
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