Mulheres que transformam: Edição Poder de uma história – Volume II

Por Andréia Roma

Sobre o livro

Há 20 anos venho escrevendo e estudando o universo de mulheres e frequentemente me perguntam quem são mulheres que admiro. A resposta é simples.

Admiro as pessoas que atuam para transformar vidas positivamente, que doam seu tempo para melhorar o nosso planeta, do ponto de vista social, ecológico e ambiental, independentemente da posição que ocupam, do status social ou da condição financeira que as pessoas possam ter.

Admiro mulheres que usam suas vozes, suas experiências e suas trajetórias para fazer a diferença na vida de outras pessoas.

E foi com este olhar e propósito que, em 2010, fundei o Movimento Mulheres Positivas, uma empresa de impacto social com o objetivo de desenvolver mulheres pessoal e profissionalmente através da tecnologia.

Cresci em um ambiente muito machista e desde muito nova decidi que trabalharia para que nenhuma outra mulher ou menina passasse pelo que passei.

Escrevi meu primeiro livro dez anos atrás, contei histórias sobre mulheres fortes, como a Luiza Helena Trajano, Sonia Hess e Chieko Aoki e tive certeza que havia escolhido o caminho certo.

Fui a Oxford me formar no Women Leadership Program para aprender as melhores técnicas de negociação e modelos de negócios escaláveis que pudessem transformar o mundo. Percebi que apenas escrevendo livros não conseguiria a força e a escalabilidade suficientes para transformar VIDAS verdadeiramente.

Foi aí que parti para uma pesquisa de mercado para entender qual a maior dor da mulher brasileira e como a tecnologia poderia ajudar a corrigir desigualdades.

Oito anos atrás desenvolvemos o primeiro protótipo do que se tornaria o app atual do Mulheres Positivas e hoje tenho o prazer e o orgulho de oferecer 100 mil vagas de trabalho, cursos e uma variedade de serviços para as mulheres.

Esse avanço foi possível também a partir da parceria com um ecossistema de empresas, impulsionado em 2021 com a TIM Brasil, que como empresa de tecnologia e compromissada com a pauta de equidade de gênero investiu na evolução do projeto, tanto no aplicativo – zero rating para clientes TIM – quanto no fortalecimento do networking, que hoje conta com mais de 170 empresas participantes do projeto, além de um programa de mentoria intercompany.

Desde o lançamento do movimento venho acompanhando o contexto de mulheres no Brasil para compreender melhor quais são as nuances desse universo e buscar evoluir as iniciativas para apoiar cada vez mais as mulheres.

Nesse sentido, um cenário que me toca muito e que me leva a lutar sempre mais pelas mulheres é que, de acordo com o Guia de Direitos Humanos, as mulheres ganham menos do que os homens, estão concentradas em profissões informais ou mais operacionais – quando possuem vínculo trabalhista formal, têm menos acesso aos espaços de decisão na política e na economia, são mais vulneráveis e sofrem mais com incidentes de violência doméstica, seja ela emocional, física, sexual, e geralmente vivem uma dupla ou tripla jornada de trabalho quando responsabilizadas pelas atribuições com os filhos e tarefas de casa.

É pensando nesse contexto que me desafio a cada dia para que o Movimento Mulheres Positivas ofereça diversas iniciativas para apoiar o acesso à educação, empregabilidade, o acolhimento e suporte para mulheres em situação de violência, e sobretudo para que cada vez mais mulheres e suas histórias, trajetórias e atuação tenham mais visibilidade e valorização, pilares que considero fundamentais para o avanço da equidade de gênero na sociedade.

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