MINHA BELA NAU CATARINETA

Por José Maria Tavares de Andrade

Sobre o livro

Era uma vez uma Nau que vagou errante durante sete anos e um dia. Quando acabaram as reservas de víveres a tripulação teve que comer ratos e fazer um sopa de sapatos velhos. Finalmente lançaram a sorte “para ver a quem matar” para comer – antropofagia. A “sorte” caiu no General!

Como último pedido em vida ele solicita ao Gajeiro para subir no mastro grande e olhar se tinha terra a vista. Depois de sua insistência o Gajeiro grita lá de cima: – “Avisto terra de Espanha e areias de Portugal”.

Como agradecimento ao Gajeiro o General ele prometeu dar suas três filhas o outros presentes, inclusive sua capa dourada. O Gajeiro que tinha o satanás no couro, rejeitou todos os presentes e as três filhas, dizendo que o que queria era a alma do general e dos outros quando morressem.

O General disse:” afasta-te de mim inimigo/ meu inimigo infernal/ que minha alma e de deus / Oh toulinda, não e para te dá.” A bela Nau prossegue e chega em terra firme, quando todos vão agradecer à Nossa Senhora por terem sido salvos da borrasca.

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