Sobre o livro
A saga de uma família contada através de manuscritos descobertos no casarão da rua das Mangueiras, patrimônio histórico da cidadezinha de Vale Branco, cenário de dois séculos de uma história de amor, ódio, paixão, traição e vingança de sangue irmão.
Manuscritos acondicionados em pastas de cartolina de cor indefinida, manchadas de mofo. Na capa, o ambíguo título gravado em nanquim negro: A Santa de Vale Branco.
O título bem poderia ser uma referência à colossal estátua em mármore branco cintilante, inaugurada no século 19, como também uma deferência à grande matriarca Dolores, que deu seu rosto à santa.
Organizadas desde os primórdios, as páginas foram escritas com letras bem desenhadas, e nenhuma menção ao autor ou autores, uma vez que a visível distinção de caligrafias indica que escribas se sucederam na missão de registrar a saga familiar. Uma história e tanto.
Aqueles que a registraram abusaram das tintas mais ferozes, nenhum membro da família foi poupado, mesmo porque nenhum merecia ser.
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