MEIO–IRMÃOS: Hansel e Gretel seviciados. Suplício erótico dark na casa de açúcar (Contos Proibidos)
Por Cassandra SteelMindSobre o livro
Dois corpos que se conhecem demais. Uma fome que não se sacia.
O ar é doce. Doce demais. Gruda na pele, desce pela garganta, enche os pulmões de algo que não é açúcar — é armadilha. As paredes respiram. O chão cede sob os pés nus. E no meio de tudo, dois corpos que se odeiam, se desejam, e já não sabem qual dessas coisas veio primeiro. As mãos que os tocam não são humanas. Mas o gemido que sai deles é.
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Destinado a
- Quem sabe que o toque mais cruel é o suave — aquele que faz o corpo trair antes da cabeça.
- Quem não busca romantismo — busca corpos usados até não restar orgulho.
- Quem sempre soube que a casinha de doces não era uma armadilha para crianças. Era para adultos que não sabem dizer não.
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O que você encontrará neste livro
- Açúcar que queima. Baunilha que sufoca.
Mel que entra onde não deveria.
- Amarras que não são cordas — são quentes, lisas, vivas, e apertam com doçura.
- Uma bruxa cujas mãos sabem exatamente onde pressionar para fazer o corpo dizer sim quando a boca diz não.
- Água que sobe. Que entra. Que enche.
Que não deixa respirar — até que prazer e pânico se tornem a mesma coisa.
- Dois meio-irmãos que se odeiam há seis anos e descobrem que o ódio tem o mesmo gosto do desejo — amargo, denso, impossível de cuspir.
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Os quinze capítulos
- Dentro — O cheiro é a primeira coisa. Depois vêm as amarras. Depois vem o resto.
- Respiração — A pausa entre um suplício e outro é onde o veneno trabalha melhor.
- Flagelação — O chicote é de açúcar. O som é cristal se quebrando.
A dor não é doce.
- Aquela noite — A casa não força. Convida. E isso é pior.
- Afogamento — A água sobe. A fronteira entre orgasmo e morte fica fina como uma membrana.
- A bruxa — Trezentos anos atrás ela era como eles.
Agora é o espelho do que eles se tornarão.
- Queimaduras — O caramelo sobre a pele tem um cheiro que não se esquece. Nem querendo.
- Fome — A casa alimenta demais. A doçura vira tortura. A comida se torna outra boca.
- Gretel sozinha — Sem Hansel. Sem a bruxa. Só ela e a casa.
E a casa é paciente.
- Reencontro — Encontrar-se de novo depois da separação. Os corpos se reconhecem antes das palavras.
- Privação — Escuridão total. Nenhum cheiro. Nenhum som. Apenas mãos desconhecidas no vazio.
- Confissão — Nenhum sexo. Apenas a verdade.
O que é pior.
- Clímax — A casa solta tudo. Todos os suplícios juntos. A última refeição antes do sono.
- O coração — Toda casa tem um coração. Para matá-lo é preciso entrar dentro dele.
- Depois — O café. O sal passando de uma mão para outra.
Um fio de grama verde demais.
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Um trecho
“Não grite — disse a mulher. A voz era baixa, suave, a voz de uma mãe que conta um conto a uma criança que não consegue dormir. — Ainda não.”
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Descrição completa
Hansel e Gretel se perdem na floresta. Encontram a casa. A casa os encontra primeiro. É bela, doce, impossível — paredes de glacê, ar de baunilha, um calor que derrete os músculos e a vontade. A bruxa é belíssima e não é o verdadeiro monstro.
O verdadeiro monstro é a casa — viva, faminta, paciente. Ela se alimenta de prazer e de dor, e não distingue entre os dois. Os meio-irmãos são amarrados, separados, reunidos, abertos. Cada suplício cava mais fundo. Cada capítulo arranca um pedaço da armadura.
Debaixo da armadura está o desejo — o verdadeiro, aquele que existia antes da casa, antes da floresta, antes de tudo. Aquele que assusta mais do que a bruxa, do que as amarras e do que a água que sobe. Porque as amarras se soltam. O desejo não.
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