Mal–estar na civilização: As obrigações do desejo na era da globalização

Por Nina Saroldi

Sobre o livro

Segundo Nina Saroldi, em O mal-estar na civilização de Freud, a renúncia à satisfação pulsional, pressuposta como estrutural à constituição do processo civilizatório, é o que nos retira do estado-de-natureza e o que nos faz ingressar no estado-de-cultura.

A autora acrescenta que o pensar freudiano colocou o princípio de prazer como fundamental para o funcionamento dos processos psíquicos, mas também articulou ao princípio de realidade, diante do qual o prazer deve ceder lugar para que a cultura possa existir.

Uma questão fundamental, reiterada diversas vezes ao longo do livro, é tanto saber se as considerações de Freud sobre a relação entre o sofrimento dos indivíduos e a cultura em que vivem ainda se sustentam, quanto perguntar se tais considerações podem nortear uma avaliação crítica de nossas vidas, nossos sofrimentos e nossa cultura nos dias atuais.

A resposta da autora é que a reflexão dos tempos de Freud é, sim, muito importante para pensarmos também sobre os tempos em que vivemos.

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