Madrasta é a mãe! Reflexões sobre uma maternidade marginal

Por Letícia Tomazella

Sobre o livro

Madrasta. A essa figura marginalizada cabem as funções de convivência, criação, cuidados e educação. Toda essa responsabilidade, porém, não garante seu acesso pleno à vida da família: ela não é convidada para as reuniões da escola, não participa da foto no aniversário da criança, não recebe homenagens no Dia das Mães nem os parabéns na formatura.

Diante de tantas interdições, Letícia Tomazella ousa fazer perguntas para as quais ainda não formulamos respostas: “Nós pertencemos? O que somos no clã familiar? Quem somos, afinal?”. Correndo o risco de ser moralmente apedrejada, comete uma heresia ainda maior: refere-se, vez ou outra, às madrastas como mães. Sim, mães! O que ela defende aqui é que a madrasta também é mãe. Invisibilizada, mas mãe. Uma outra mãe, por que não?

O número de famílias mosaico hoje é imenso, mas a nossa sociedade continua desejando lidar com um conceito único e excludente de família. Este livro faz um convite: vamos dar um passo além?

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