Sobre o livro
Caro leitor e pesquisador, depois de muito tempo de estudos na Ordem e exterior a ela, bem como nos idos de 2008 no meu bacharelado em Filosofia (Mackenzie), escrevendo sobre vários assuntos nos mais variados livros, artigos, colóquios, seminários nacionais, regionais e internacionais, palestras em escolas, Universidades e Lojas Maçônicas, resolvi dissertar sobre este assunto: A Maçonaria e o Comunismo ou Socialismo.
Entretanto a ideia de escrever sobre este assunto não foi aleatoriamente nem tampouco abruptamente.
Foi em meados de 2018 em palestras em Lojas Maçônicas, especialmente sobre o tema de um dos meus livros: “Maçonaria e Estado Laico”, uma palestra ou colóquio de cunho mais geral especialmente no que diz respeito a relação da Ordem Maçônica com o Estado que surgiram várias perguntas, questões e colocações sobre a Maçonaria e a Ideologia ou sistema Comunista ou socialista.
Tais perguntas despertou-me a debruçar sobre as pesquisas que tinha feito desde a Universidade como aluno e sobre os documentos Maçônicos relacionados ao Comunismo ou Socialismo.
Logo no primeiro capítulo, o leitor terá de forma bem abrangente uma explanação dos conceitos básicos do Comunismo, do Socialismo, sua ideologia, sua história, um pouco da vida de sues principais autores e pontos filosóficos divergentes dentro da própria dialética hegeliana.
Resgatei como texto principal deste capítulo um texto de outro livro meu publicado pela Plataforma Amazon Editora: “O Manifesto Comunista: Uma Avaliação Crítica”.
Neste texto, faço uma análise crítica e filosófica sobre o Manifesto Comunista que foi um texto encomendado pela liga comunista mundial para que os principais representantes, Marx e Engels pudessem condensar as ideias principais dos comunistas no mundo.
No segundo capítulo, reservo-me a discorrer sobre o comunismo e socialismo no contexto brasileiro. Neste período, achava-se que Everardo Dias era um Maçom infiltrado para denunciar os “camaradas”. Vamos deixar claro que isso foi um equivoco histórico e um ledo engano.
O terceiro capítulo, reserva-se a discorrer sobre a relação da Maçonaria com o comunismo ou socialismo, as divergências, os contraditórios e antagonismos e os pressupostos e postulados defendidos pela Ordem Maçônica em contradição com o Marxismo materialista.
A principio devo adiantar que a Ordem Maçônica condenou o Comunismo em documentos conhecidos com contexto da Ordem Maçônica como: Atos, Leis ou Landmarks.
Não só condenou como pediu para seus membros equidistância ao comunismo/socialismo, bem como suas vertentes disfarçadas de social democracia aparelhadas com a ideologia comunista.
Pois a Fraternidade entre as nações e homens, a Igualdade entre os seres humanos e a Liberdade subjetiva são princípios antagônicos ao que o comunismo tem implantado no mundo.
Embora estes conceitos não são estranhos ao comunismo, partem de pressupostos totalmente divergente daqueles que a Maçonaria sempre os defendeu.
O quarto e último capítulo de nosso livro, reserva-se a resgatar a falsa acusação de alguns teólogos cristãos fundamentalistas nos idos dos anos 30 de que a Maçonaria estaria unida ao Comunismo para aniquilar a Igreja.
Mais tarde o próprio Vaticano reconheceu o erro e a Ordem Maçônica lançou-se de comunicados e Documentos para rechaçar tal acusação de suposta “conspiração”. Reafirma a incompatibilidade dos princípios maçônicos e o comunismo e as verdades das atrocidades tirânicas do comunismo no mundo.
Por fim, no final deste capítulo, trago em tela a relação atual e oficial da Maçonaria com o comunismo, o socialismo e suas vertentes. Ademais, ao trabalho!
Do Autor.
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