Sobre o livro
Livro de estreia do publicitário carioca Jorge Moreira Nunes, vencedor em 1998 do Programa de Bolsa Para Novos Escritores da Fundação Biblioteca Nacional / Departamento Nacional do Livro, na categoria Romance, instituído pelo Ministério da Cultura.
A obra é estruturada em torno do projeto Macacos, uma experiência literária virtual criada pelo autor em www.macacos.net, e que já conta com a participação de centenas de usuários e mais de 62 mil palavras.O projeto costura a trama do livro, e é a mola que impulsiona a trajetória dos personagens, num enredo que mistura ficção e realidade, com recursos metalingísticos e metaliterários, que Moreira Nunes usa com habilidade na construção deste seu livro de estreia.Capa de Osmarco Valladão.“Macacos e Outros Fragmentos ao Acaso não é uma desculpa para o autor “esvaziar a gaveta”, por assim dizer.
É uma reflexão sobre acaso e destino, a natureza do Universo, sobre a atividade autoral e sobre o exorcismo de fantasmas pessoais que repercutem certos dramas da sociedade na qual o narrador está inserido. Também faz uma crônica do Rio de Janeiro com toques sobre a miséria e a violência.
Tudo isso forma um conjunto temático profundo, que transcende a banalidade da situação de dois amigos num bar, e os contos inseridos ajudam o texto de Nunes a ganhar a profundidade e o alcance que suas intenções necessitam.
Além dos efeitos estilísticos de melancolia e de variação de tom e de tema, alguns deles conseguem ser genuinamente filosóficos – justamente o que a proposta metaficcional do livro exige.
Macacos e Outros Fragmentos ao Acaso é um livro complexo e bastante engenhoso, enfim pertencente ao fantástico e não à ficção científica, mas que merece a atenção dos fãs.” – Roberto de Sousa Causo (Terra Magazine)“Escrito pelo publicitário Jorge Moreira Nunes em 1999, Macacos e Outros Fragmentos ao Acaso propõe um complexo jogo a seus leitores, com partes sobrepostas formando um todo maior que sua simples somatória, desdobramentos inusitados e múltiplas camadas de compreensão se alternando ao longo de suas páginas.
Para entrar no terreno das metáforas, cada um pode escolher a de sua preferência: bonecas russas, dobraduras japonesas ou mesmo uma simples cebola da terra para tentar descrever os efeitos presentes neste metalivro.” – Romeu Martins (Ponto de Convergência)“Quando a gente lê um trecho de Macacos vai sentindo a cabeça sofrendo uma pequena tempestadezinha cerebral.
A mente vai dando derrapadas, a memória recebe chacoalhadas e a consciência vai sentindo cócegas com as guinadas de sentido e ritmo que o texto dá.” – Carlos Alberto Teixeira (O Globo)“Os desconcertantes capítulos denominados Macacos possuem o mérito inegável de brincar com o inconsciente semântico do leitor ou, numa visão menos otimista, tocar a superfície adormecida desse oceano de possibilidades cuja linguagem certamente deve diferir da lógica habitual.
O projeto Macacos vai tendo sua significação e relevância esclarecidas pouco a pouco e, até as últimas páginas parece não ter outra função que não seja incomodar o leitor, obrigando-o a improvisar um novo método de leitura lúdico e participativo, e que dê conta de várias páginas de uma enorme seqüência de associações livres demais ou – o leitor pode notar, desconfiado – nem tão livres assim.” – Ludmila Hashimoto (Overmundo)“Um livro importante e indispensável para quem tem interesse pela FC & F brasileira, mas excelente também para quem não está nem um pouco interessado nisso: o livro sustenta-se a si mesmo, com uma pletora de boas ideias e pelo menos dois ótimos contos de ficção científica brasileira recente” – Cesar Silva (in Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica, 2007)
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