LIMITES INOPORTUNOS DE UMA TRAGÉDIA

Por H. Lobo

Sobre o livro

O livro mostra o protagonista lidando com a necessidade de ser diferente do que é. Buscando o ideal, que possa aplacar o conflito interior versus exterior de que é presa, ele opta por uma modificação cabal – porém, sem saber, essa opção o coloca como vivenciador de uma situação limite.

Decide, por razão que se liga ao que o levou à transformação inicial, ter uma das posturas mais inusitadas que alguém poderia escolher. Vai impressionando quem tem contato com ele à proporção que percebe o quanto sua postura é evolutiva.

Apenas uma mulher, que tem uma história de excessos para contar, consegue tirá-lo do lugar triste em que se encontra, aliás, é alguém que vai contrariar os próprios planos dele.

Ao longo do livro, ele vive – assim como também vivem as pessoas que são convidadas a fazer parte da história dele – pequenas situações, ou alimenta reflexões, com pontos de vista sobre o corriqueiro e o original, tais como: o fardo espúrio dos negros, a miopia relaxadora, a criônica como um futuro mais saudável, o rebaixamento do paladar a subsentido, a procura do gatilho do déjà vu, o tempo correndo injustamente igual para todos, ser vítima e algoz ao mesmo tempo, o silêncio e o estranhamento que ele gera, a clonagem em versão cruel, o enevoamento sensorial e o LHC interno, o verdadeiro significado de não envelhecer, o barulho e a fotografia etc.

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