Lágrimas que Não São de Água: Quando o choro chama aquilo que nunca deveria ouvir
Por Luara L. FerreiraSobre o livro
O que acontece quando um mito antigo encontra uma verdade que nunca foi simbólica?
Em Lágrimas que Não São de Água — Quando o choro chama aquilo que nunca deveria ouvir, o leitor é conduzido a uma aldeia às margens do Nilo, onde o som de um bebê chorando não desperta compaixão, mas atenção. Ali, o culto a Sobek, o deus crocodilo, não é fé — é mecanismo. Não é proteção — é seleção.
Misturando lenda, comportamento real e horror psicológico, a narrativa desmonta a ideia de um deus benevolente e revela uma entidade que nunca fingiu empatia, apenas resposta. O choro humano, com sua frequência instintiva, torna-se um sinal irresistível. O leite, uma moeda de atraso. O rio, um sistema que não devolve corpos — apenas silêncios.
Sem heróis, sem redenção e sem finais confortáveis, esta é uma história sobre fé corrompida, medo herdado e a necessidade humana de chamar de divino aquilo que não consegue enfrentar.
Porque algumas criaturas não imitam o choro. Elas sempre estiveram ouvindo.
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