Júlia: Amor e Revolta

Por Paulo Lemes

Sobre o livro

Uma tragédia entre três amigos de infância.

João, sonhador, Júlia, uma moça inteligente, sensível, e Pedro, o mais complexo entre eles, que, sobretudo, influenciava a partir de sua personalidade, levando os amigos, e Júlia, tardiamente namorada, a sentirem a vida e a arte em sua beleza e obscuridade, e sofrendo as consequências de tal qualidade no mundo concreto.

Há diferentes vozes no texto, a intenção é fazer dos personagens o centro, de fato, do romance, e não a voz do narrador. Há ecos ao longo da história que remetem ao seu final.

Existe a figura de Tonhão Silva que representa, a João, um passado, no sertão goiano, que tendia a ver romantizado, mas que o próprio Tonhão lhe mostra apenas ser bom quando boas virtudes conduziam a vida, e, no mais, terrível e sombrio, pois as trevas do coração humano não se manifestam somente em lugares aonde os olhos do mundo se voltam excitados.

Júlia comete um ato ato determinante para o desfecho da história, e nele, e na maternidade, nos sofrimentos das mulheres, busca-se o texto alcançar algo mais profundo, que a tudo isso se relaciona.

Seja o ressentimento, a revolta, o amor, o arrependimento e a própria sede por poder, coisa obscura e velada. Cada um dos amigos tem suas virtudes e seus vícios, e, no fim, são o que os conduzem. O choque entre vontades distintas, numa mesma pessoa, não só com o mundo externo, permeia todo o texto.

A história se passa em Virapuranga, cidade do interior de Goiás, em Goiânia, e parte no campo.

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