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Jonas: O Profeta que fugiu de Deus (90)

Por Gelson Natã da Silva Cruger

Sobre o livro

Resumo: Jonas o Profeta que fugiu de Deus

O livro de Jonas: O Profeta, a Tempestade e a Salvação de Nínive nos apresenta uma das narrativas mais profundas e comoventes de toda a Escritura.

Mais do que um relato sobre um peixe grande, é uma história sobre o coração de Deus um coração que ama, que busca, que espera e que salva, mesmo aqueles que parecem estar mais longe.

A obra se desenvolve em torno de um profeta chamado por Deus para levar o aviso de juízo a Nínive, a capital do império assírio inimiga cruel e temida de Israel.

Em vez de obedecer, Jonas foge na direção oposta, levando consigo não apenas a si mesmo, mas todos os que estavam no navio, demonstrando que a desobediência nunca é um assunto particular ela atinge vidas ao nosso redor.

A tempestade que se seguiu não foi acidente foi o próprio Deus chamando o Seu filho de volta. E quando Jonas foi lançado ao mar, não encontrou a morte, mas a preservação: o Senhor preparou um grande peixe que o guardou por três dias e três noites.

No fundo do abismo, no lugar mais escuro e sem esperança, o profeta finalmente orou não mais com queixas, mas com reconhecimento e entrega. Ali, no ventre do peixe, ele compreendeu a verdade que seria o cerne de toda a obra: “A salvação é do Senhor”.

Deus não precisa de nossos méritos precisa apenas de um coração que se renda. Restaurado e chamado pela segunda vez, Jonas finalmente foi à Nínive. Com uma mensagem curta e direta “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” pregou sem saber o que aconteceria.

E a resposta foi impressionante: do rei ao menor dos habitantes, a cidade inteira se humilhou, jejuou e se arrependeu. E Deus, que viu a mudança de coração, suspendeu o juízo. A cidade foi salva. Mas aqui surge o conflito mais profundo do livro: Jonas se irou.

Ele conhecia o caráter de Deus clemente, misericordioso, tardio em irar-se e era exatamente isso que ele não queria ver acontecer com os ninivitas. Aceitou a graça para si, mas não conseguiu aceitá-la para os outros.

Deus, com paciência e ternura, ensinou-lhe através de uma planta que cresceu e depois secou: se Jonas sentiu compaixão por uma planta que não plantou nem fez crescer quanto mais Deus sente compaixão por cento e vinte mil almas que Ele criou e ama?

Com esta pergunta “E não pouparei eu a Nínive?” o livro se encerra, sem resposta do profeta, mas com a resposta definitiva de Deus: Sim, Eu poupo. Eu perdoo. Eu amo. A mensagem eterna de Jonas atravessa os séculos até nós: a graça de Deus não tem fronteiras.

Ela não conhece nacionalidade, passado, raça ou religião. Ela alcança o fugitivo e o estrangeiro, o pagão e o profeta, o inimigo e o amigo.

E essa graça aponta para Jesus Cristo o verdadeiro e maior Jonas que desceu ao fundo para nos levantar, que foi lançado nas águas do juízo para nos dar a paz, e que pregou a Palavra que salva até os confins da terra. A salvação é do Senhor e ela é para todos.

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