Sobre o livro
Quando comecei a escrever o primeiro conto, imaginei que o título do livro poderia ser, Eu me perdi muito além, frase da canção Refém, cuja letra é de Cacaso e melodia de Carlinhos Vergueiro.
Quando o primeiro conto começou a ganhar forma, decidi mudar o título do livro para Round about midnight, de Thelonious Monk, música que eu costumava ouvir enquanto escrevia, quase sempre por volta da meia noite.
Já com todos os contos escritos e já, devidamente, batizados com o nome de uma canção, achei que Round about midnight perdia o sentido.
Na busca de uma música que sintetizasse os demais títulos dos contos, cheguei a In a sentimental mood, uma das mais belas canções de Duke Ellington e que na inspirada tradução de minha querida amiga Silvana Prado é, em um clima sentimental.
In a sentimental mood, foi composta em 1935, com música de Duke Ellington e letra de Many Curtis e Irving Mills. Possivelmente sua mais famosa gravação é a de 1963, com Duke Ellington ao piano e John Coltrane no sax tenor. Estava aí a síntese do clima em que se sucedem os demais contos.
Ao primeiro conto dei o título de Make it easy on yourself, com melodia de Burt Bacharach e letra de Hal David. A primeira gravação dessa bela canção foi por Jerry Butler, em junho de 1962.
O segundo conto traz o nome da canção, What´s new, composta em 1937, por Bob Haggart, ganhando primeiramente, uma versão instrumental e posteriormente letra de Johnny Burke. Sua primeira versão recebeu o nome de I´m free.
O terceiro conto foi composto em duas partes, recebendo a primeira delas o nome de Autumn leaves, que é conhecida em português como “Folhas de Outono”, foi composta em 1945, pelo músico francês Joseph Kosma, que criou a música, que se chamava originalmente “Les Feuilles Mortes” (As Folhas Mortas), com letras de Jacques Prévert.
A versão em inglês, também chamada de “Autumn Leaves”, foi adaptada por Johnny Mercer em 1947.
A segunda parte do terceiro conto chama-se I´ll be seeing you que foi composta em 1938 por Sammy Fayne e Ivy Kahal. Foi gravada por inúmeros intérpretes, sendo para mim a mais bonita a versão da grande Sarah Vaughan.
O próximo conto chama-se, A house is not a home, que foi composta em 1964, para o filme de mesmo nome, com música de Burt Bacharach e letra de Hal David. O último conto é Blame it on my youth, a músicafoi composta em 1934, por Oscar Levant e Edward Heyman.
Levant é o autor da música, cabendo a Heyman a autoria da letra. Tanto o título do livro, assim como o título dos contos referem-se a grandes clássicos de jazz que como tal se constituíram em memoráveis standards da música norte-americana.
Todas as músicas mencionadas no livro estão em minha lista das mais belas canções de todos os tempos.
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