Homem, Pecado e Salvação: Coleção Teologia Fácil – Volume 2

Por Gabriel de Oliveira Porto

Sobre o livro

As doutrinas bíblicas podem ser comparadas a um belo colar de pérolas fabricado pelo divino joalheiro, a fim de adornar a noiva de Cristo, a Igreja.

A obra que o leitor tem em mãos buscará discorrer sobre três destas joias em particular, a saber, a Antropologia (Estudo do Homem), a Hamartiologia (Estudo do Pecado) e a Soteriologia (Estudo da Salvação).

Em primeiro lugar, o autor se debruça sobre o tema do homem, ser este cuja origem, classificação e natureza, entre outras, têm sido compreendidas ao longo dos tempos das formas mais diversas.

O geneticista Francis Collins, ex-diretor do Projeto Genoma Humano, observou que a criação exige a existência de um Criador. Segundo ele, “o Big Bang” grita por uma explicação divina. Obriga à conclusão de que a natureza teve um princípio definido. Não consigo ver como a natureza pôde ter-se criado.

Ora, diante de tantas e dissonantes vozes acerca do assunto, urge entendermos o que o próprio Deus, por meio de Sua revelação escrita, a Bíblia, tem a nos dizer sobre essa questão. Afinal, não há ninguém melhor do que o próprio Criador para explicar a obra prima de Suas mãos, o ser humano.

Neste último sentido, o autor se esmera por apresentar uma antropologia teológica bastante bíblica e consistente.

Em segundo lugar, a questão do pecado também é examinada no presente livro. Em uma sociedade pós-moderna e moralmente relativista, como a nossa, discorrer sobre o pecado humano tem se tornado uma tarefa deveras inglória.

Afinal, tal discurso vai de encontro ao politicamente correto, sendo considerado, aliás, persona non grata aquele que o faz.

Filósofos como Nietzsche, contribuíram para esse tipo de percepção, ao conceberem o pecado, não como uma verdade bíblica, mas, na realidade, como uma invenção humana, criada para dominar e explorar as pessoas.

Segundo Nietzsche (O Anticristo, 49) “o pecado […] foi inventado […] contra a perda dos sacerdotes de seu controle sobre as pessoas” e, além disso, “o pecado […] foi inventado para impedir a ciência, para impedir a cultura, para impedir toda elevação e enobrecimento da humanidade; os sacerdotes governam através da invenção do pecado”.

Entretanto, terá sido o pecado, de fato, fruto da mera imaginação humana, ou seria ele, na verdade, uma triste realidade que acomete a todos os seres humanos, distanciando-os, assim, de seu Criador? Neste livro, o leitor encontrará a resposta para esta e outras relevantes perguntas.

Finalmente, em terceiro e último lugar, a proposição da salvação é discutida. O homem, originalmente criado reto por Deus, e, posteriormente, arruinado pelo pecado, torna-se, por fim, objeto da intenção salvífica do Criador.

A ordem temática observada pelo livro – homem, pecado e salvação – obedece a uma lógica bíblico-teológica deliberada e certeira.

Nesta derradeira sessão de seu trabalho, o autor discorre sobre temas como o modus operandi da salvação, as principais teorias sobre a expiação e a relação entre a soberania divina e a liberdade humana, entre outros.

Em suma, em Homem, Pecado e Salvação, Gabriel de Oliveira Porto, com bastante habilidade e clareza, oferece uma obra introdutória vigorosa acerca do tema tríplice supracitado, dialogando com outras correntes de pensamento antropológicas, hamartiológicas e soteriológicas, sem, contudo, abrir mão de suas próprias convicções.

Seu estilo de escrita simples (mas de modo algum, simplista), didático, e, ao mesmo tempo, isento de academicismos, sem ser, todavia, superficial, torna a leitura de sua obra extremamente agradável e recomendável.

Tanto o leigo quanto o teólogo mais experimentado certamente irão se beneficiar do conteúdo apresentado nessas páginas.

CARLOS AUGUSTO VAILATTI Doutor em Estudos Judaicos e Árabes Pela USP – Universidade de São Paulo, Mestre em Teologia, Escritor e Pastor

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