Sobre o livro
Os continentes estão repletos de ruínas de nações mortas e civilizações. Em todas elas houve prostituição. A palavra origina-se de prostitutus, do verbo prostrar, entregar, mulher entregue publicamente. É o mesmo que meretriz, mulher que faz mercê, mulher pública posta a ganho.
Segundo a legislação do tempo do descobrimento do Brasil, do rei D. Manoel: “Mulher que com o seu corpo ganha dinheiro publicamente, não se negando aos que a ela quiserem fora da mancebia”. São estas aquelas mulheres de que fala o Regimento dos Quadrilheiros, de 12 de março de 1603.
§ 5°: “As que, para fazerem mal do seu corpo, recolhem publicamente homens por dinheiro”.
A prostituição é descrita como “a oferta por uma mulher de seu corpo para relações sexuais indiscriminadas com homens, que o alugam.” Esta forma de troca, sem dúvida, existiu em todas as idades da civilização, e em todos os países onde a mulher foi livre para fazer uma barganha por ela mesma.
Apenas as mulheres livres podem se prostituir.
Um relato impressionante é dado em Gênesis 38, onde Tamar, que era nora de Judá, fez um trato com seu sogro, no qual ela disse ter “interpretado a prostituta”, indicando assim que a prática da prostituição pela venda real da pessoa por uma contrapartida era comum naquele tempo; e a descrição de uma “mulher estranha, com o traje de uma prostituta”, dada em Provérbios 7, é uma indicação adicional de que a prostituição continuou a existir através dos períodos da história do Antigo Testamento; e a história das nações, em sua queda, mostra que esta atividade foi perpetuada através das eras.
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