Sobre o livro
Ao propor uma sistematização das artes, Hegel busca apreendê-las tanto em sua singularidade quanto em sua universalidade como arte.
O sistema das artes é a terceira parte da estética, apresentada depois daquelas dedicadas ao belo ideal e às Formas de arte, e corresponde à investigação da realização da arte na efetividade e da efetivação do espírito na materialidade, nas formas das diferentes artes particulares.
A busca por uma sistematização ou divisão das artes já vinha sendo trabalhada por pensadores do idealismo e do romantismo, fundamentalmente com base em questões de forma e expressividade de cada arte, sendo que Hegel destacará o conteúdo, levando em consideração um aspecto lógico que permeia todo o seu pensamento filosófico, o qual, aliado a questões inerentemente estéticas, determina a compreensão conceitual das artes.
Hegel empreende uma articulação histórico-conceitual entre a arte e suas formas de efetivação na materialidade, estabelecendo um conteúdo típico de cada arte como reflexo do contexto espiritual das Formas de arte, onde o conteúdo simbólico se liga à arte da arquitetura; o conteúdo clássico, à arte da escultura; e o conteúdo romântico, às artes da pintura, da música e da poesia.
Por meio de um tratamento baseado na historicidade do conteúdo das artes, constitui-se um sistema dinâmico, que permite também refletir sobre o contexto posterior a Hegel com base em seu pensamento, discutindo-se as relações entre forma e conteúdo na arte moderna.
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