Fundamentos da Psicologia (Psicologia de Herman Bavinck Livro 1)
Por Herman BavinckSobre o livro
Ser crítico ou nutrir uma antítese à Psicologia Moderna não deveria ser tratado, de forma simplista, como oposição à visão calvinista de ciência. Todo calvinista dirá que “encontra-se escondido no Calvinismo um impulso, uma inclinação, um incentivo para a investigação científica”.
O ponto derradeiro é qual a filosofia da ciência cristã-reformada pressuposta, coerente e corretamente aplicada; qual é a epistemologia adotada; e qual a visão sobre “graça comum” adotada. Responder a estas questões não é uma tarefa fácil nem simples; mas é necessária.
É precisamente neste ponto que Bavinck nos serve com sua pena e o seu gigantismo intelectual dado por Deus para serviço da Igreja.
Sendo um gigante da fé reformada (que se dedicou ao labor científico à luz de uma confissão reformada e foi crítico à Psicologia Moderna), Bavinck nos serve como paradigma contrário às acusações simplistas de que “criticar a Psicologia Moderna é inconsistência com a visão reformada de ciência”.
A sua abordagem e proposta de reflexão crítica são inéditas em nossa língua: alguém de sua envergadura, desenvolvendo uma análise crítica tão profunda, na fonte, na nascente e na gênese da Psicologia Moderna, é algo sem igual.
“Fundamentos da Psicologia” foi publicada, em sua primeira edição, em 1897. A segunda edição original desta obra, com melhoramentos e expansões do próprio Bavinck, foi publicada em 1923, um ano após a sua morte. Nesta edição brasileira, traduzimos a segunda edição (de 1923), fazendo-o diretamente do holandês.
Em “Fundamentos da Psicologia”, Bavinck expõe e critica os proponentes e as escolas da Psicologia Moderna, as quais estavam em sua formação.
Você não encontrará aqui uma crítica apaixonada, mas, no seu conhecido estilo acadêmico, Bavinck desenvolve as categorias, expõe-nas, cita as fontes primárias e destaca os seus pontos falhos. Aqui, Bavinck faz um movimento negativo, expositivo e crítico.
Joohyun Kim destaca que, “em ‘Fundamentos da Psicologia’, Bavinck pretendia que seus princípios psicológicos fossem tão valiosos quanto a psicologia empírica de sua época”.
Você verá que Bavinck reconhece a existência de um “estudo da alma” (uma psicologia). Ele não defendia isso apenas no sentido genérico ou etimológico do termo; mas no sentido “científico” da palavra. Ele estava do lado daqueles que defendiam a existência desta ciência.
A questão, porém, é: uma vez pressuposto e estabelecido que há uma área de desenvolvimento científico para o estudo da alma, as propostas das escolas da Psicologia Moderna tratam esse estudo de forma legítima? Seus métodos condizem com aquilo que as Escrituras falam acerca da alma e do ser humano?
Elas satisfazem as demandas filosóficas — em especial, as considerações da filosofia cristã? Bavinck avança, exatamente, para responder a essas questões.
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