falei, do abrir da boca

Por Stephanie Ayala Vieira

Sobre o livro

A escritora utiliza a mistura de palavras soltas, dialetos religiosos e rimas como uma técnica para a criação de uma arte-denúncia em forma de poesia, apresentando algumas realidades análogas à escravidão que ainda persistem nos terreiros de candomblé da Bahia.

Com um agô e licença poética, o nome do livro foi emprestado da linguagem dos caboclos nos candomblés bantus, termo que se refere as pessoas que falam de maneira deliberada e inconsequente, para, ser empregado opostamente a sua definição comum neste contexto exposto na obra, totalmente consciente da mensagem a ser passada em cada estrofe.

Abordando temas relevantes e de suma importância no candomblé contemporâneo da Bahia, dentre eles, violências, abuso de poder nas hierarquias e repasse de traumas como doutrinas da religião, o livro oferece uma leitura crítica, rápida e rica em reflexões.

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