Exilados na pátria: o tratamento de ”alienados” no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena, 1903–1979

Por ELIZEU ANTÔNIO DE ASSIS

Sobre o livro

O Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB) foi qualificado como “Sucursal do Inferno”, “Porões da Loucura”, “Campo de Concentração Nazista” e “Holocausto Brasileiro”. Essa mesma narrativa declarou que “a história comporta outras histórias”.

Desse modo, Exilados na Pátria apresenta um contraponto a esse “Discurso Denunciativo” que aponta o CHPB como fonte de todas as mazelas da psiquiatria mineira.

Ao tomar o CHPB de forma isolada, a narrativa delatora descontextualizou a complexidade do CHPB enquanto um nó na rede de atenção psiquiátrica do Estado de Minas Gerais.

Além disso, o discurso denunciativo corroborou para ocultar o itinerário dos “alienados” desde a origem até o “derradeiro destino”, Barbacena/MG.

O analisado se inicia em 1903, ano em que se instalou a Assistência a Alienados de Minas Gerais, e vai até 1979, quando se realizou o III Congresso Mineiro de Psiquiatria. Quem eram os sujeitos internados no Centro Hospitalar entre os anos de 1903 até 1979?

Como a sociedade brasileira lidou com os sujeitos acometidos pela loucura? Essas foram as questões que guiaram esse trabalho.

Para este fim, coletou, analisou e sistematizou-se dados de todos os livros de matrícula de pacientes segurados e de pacientes indigentes recolhidos gratuitamente à assistência a alienados.

A partir das categorias: ano de entrada; gênero; cor; diagnóstico; estado civil; idade; ano de saída; tempo de internação e mortes de pacientes, trabalhou com um total de 125.537 registros

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