Estrelato e Outras Coisas que me Paralisam

Por Nina Schilkowsky

Sobre o livro

Ana é uma brasileira que ficou famosa por participar de uma série de TV americana. Apesar de sua história de Cinderela, Ana tem um segredo: ela sofre de depressão e ansiedade. Apenas seus dois melhores amigos, Willy e Dek, sabem a verdade sobre ela.

Ao receber um roteiro que diz que terá que beijar Dek (o amor de sua vida, mas que está comprometido com outra), as preocupações de Ana a levam para uma espiral de problemas que ela não queria ter que lidar. Será que Ana vai conseguir continuar escondendo seus sentimentos?

Será que a fama e a saúde mental podem andar lado a lado?

Autora de Olhos de Ressaca – Dom Casmurro em Poemas e Tudo Começou com um Beijo.

O que fazer quando o que te paralisa também é o que te move? É justamente isso que Nina Schilkowsky explora no seu romance de estreia, com a linda história de Ana, uma jovem brasileira que enfrenta questões de saúde mental, enquanto realiza seu grande sonho.

Sua vida muda por completo ao vencer o concurso mundial que busca um novo talento para Vocação, a série estadunidense de grande sucesso. Com isso, Ana se vê longe de casa e imersa em um mundo repleto de glamour, intrigas e amizades inesperadas.

Enquanto navega pelos altos e baixos dessa nova realidade, ela descobre mais sobre si mesma, sobre suas ambições e sobre o verdadeiro significado da fama.

Com uma narrativa envolvente e personagens cativantes, o romance de Nina nos transporta para os bastidores do mundo do entretenimento, onde sonhos se chocam com a realidade e onde o amor e a amizade se revelam como os verdadeiros pilares da sua jornada.

Uma leitura irresistível que trata de assuntos sérios com leveza, deixando uma mensagem de esperança para aqueles que, assim como Ana, se paralisam diante de muitas situações da vida. Natalie Gerhardt – escritora e tradutora e Renata Treü – escritora

Trecho do livro: “Ah, Willy, eu me sinto um monstro. Ou melhor, foi isso que cresci ouvindo. Sofria com ansiedade desde que eu me entendo por gente, mas quando eu era pequena, não tinha nome para isso. Só sabia que era algo para se ter medo, algo assustador.

Quando eu era criança, maus pais não sabiam o que eu tinha. Eles achavam que eu estava fazendo birra e que, por isso, tinham que me colocar de castigo. Assim, cresci acreditando que eu tinha pensamentos monstruosos que tinha que combater.

Eles eram errados, malvados, vergonhosos, uma coisa que tinha que esconder e me sentir culpada. Como não conseguia controlar esses pensamentos, aprendi que era porque eu era fraca.

Foi só quando já era adolescente que minha avó começou a se informar sobre o assunto e desconfiou que eu devia ter uma doença mental. Mesmo começando a entender que era uma doença, na minha cabeça, entendi que o monstro contra quem eu brigava era eu mesma.”

Eu acho que a autora foi muito feliz em como ela compôs esse trio, porque realmente a amizade entre a Ana e o Willy é muito gostosa da gente acompanhar.

Ele é aquela figura que está ali sempre dando apoio para ela e que vai permitir também que a gente tenha muitos momentos de leveza, de bom humor, de diversão, mesmo quando a Ana está passando por alguma das crises dela de ansiedade e até mesmo a questão da Saúde Mental aqui aparece de uma forma leve.

Aione Simões, autora e criadora do Minha Vida Literária, no Vídeo Um Romance que é a Cara do Setembro Amarelo 💛.

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