Ensaios Poéticos (Poemas da Ilha do Pico – Açores – Portugal)

Por Amélia Ernestina Avelar

Sobre o livro

Amélia Ernestina de Avelar, poetisa açoreana, nasceu na vila da Madalena, na Ilha do Pico, Açores, no dia 1º de maio de 1848. Filha de José Inácio Soares de Avelar e de Maria Aurora de Avelar.

Integrada na “Escola Romântica”, corrente literária do final do século, seus poemas tomam formas sentimentais. Eles refletem basicamente seu tempo e suas ilhas queridas.

Deixou um livro manuscrito, intitulado Ensaios Poéticos, onde inclui u dos mais belos poemas “O meu Pico”, Em 1870, sua obras, Flor de Giesta, Canto da Noite, A Saudade, Longa da Pátria e o Mar, chegam aos periódicos faialenses.

Está inscrita como poetisa açoreana, no projeto, Faces de Eva. Centro de Estudos sobre a Mulher, que é uma unidade de investigação criada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

O poeta Osório Goulart assim escreve sobre sua obra: – “Foi uma poetisa que usou brilhantemente os adereços literários do seu tempo…”

O escritor Ernesto Rebelo, que foi contemporâneo de Amélia Avelar, no livro de sua autoria “Notas Açoreanas” tem a seguinte apreciação: – “Inspiram-na porém os mais doces sentimentos d´alma e porventura os esplendidos panoramas que a natureza oferece naquela vulcânica ilha”.

O professor Ruy Galvão de Carvalho ao referir-se a ela diz: – “Os seus versos são reveladores de uma alma dotada dos mais doces sentimentos”.

O ilustre escritor, investigador e jornalista picoenese Ermelindo Ávila, que faleceu em 2018, refere-se à poetisa, no seu blog no artigo “Notas do meu retiro” – “Amélia Ernestina de Avelar, nasceu na Vila da Madalena em l de Maio de 1949 e faleceu em Angra em 1887, apenas com 38 anos.

Ensaios Poéticos, que a neta Maria Avelar Medeiros Leonardo publicou em 1949, (62 anos após o falecimento da Poetisa) é o seu livro de poesia. Vale a pena escutar algumas passagens do poema Meu Pico”.

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Romântica e sonhadora, com sua poesia espontânea, expõe com naturalidade a sua época.

Em 26 de julho de 1878, casou com Antonio Mariano César Ribeiro, então Coronel do Exército Português.

Amélia acompanha o marido ao Ultramar, onde este serviu durante algum tempo na província de Angola, em Moçâmedes e na capital, Luanda. Dedicou grande parte da sua vida às letras e, aos doze anos, apresentava em público, as primeiras composições.

Faleceu a 13 de outubro de 1886 em Angra do Heroísmo – Açores.

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