Sobre o livro
O Brasil viveu em 2022 a eleição mais polarizada e também a mais violenta de sua história política recente. Os dois candidatos que chegaram ao Segundo Turno tiveram menos de três milhões de votos de diferença entre um e o outro.
Um quase nada em meio aos 156.453.354 de eleitores que foram às urnas em território brasileiro e no exterior. O país ficou dividido entre “Patriotas” e “Comunistas” e entre “Cidadãos de Bem” e “Esquerdistas”, como se essas alcunhas tolas fossem uma realidade incontestáel.
Nunca se viu tamanha idiotice. Talvez nos anos 1960, durante Guerra Fria com a divisão mundial entre o socalismo da URSS e o capitalismo dos EUA fizessem algum sentido.
Depois da queda do Muro de Berlim, em 1991, esperava-se um mundo menos dividido ideologicamente e mais alinhado, como numa canção pacífista de John Lennon. O Beatle morreu, deixou sua música de união entre os povos, mas as pessoas que habitam esse planeta continuaram se degladiando.
No Brasil de 2022 virou uma guerra de gangues ou de cães raivosos de rua em torno de uma cadela no cio. Tamanho vexame terá fim algum dia?
Se você crê em narrativas de grupos ideológicos e se você cultiva bandidos de estimação da espécie que habita os labirintos de Brasília, este livro pode lhe ajudar a esclarecer alguns pontos sobre a comunicação de massa e a falsidade que habita os seres sem escrúpulos.
Gente que só pensa em si mesmo e manipula as massas em benefício próprio. O líder populista existe para si mesmo, porque o Ego que o carrega é maior do que a própria ideologia que o forma enquanto ser humano.
Mas se você é do tipo que se sente liberto, num limbo de centro e abomina os malucos radicais da esquerda e da direita e não crê em narrativas de grupos, então poderá apurar seu senso crítico nesta obra para nunca se deixar levar por comandos da máquina do marketing e da lavagem cerebraldos políticos interessandos em “lacrar”.
O objetivo dessa obra é contribuir com o esclarecimento de como a propaganda partidária é eficaz em conquistar corações e mentes e do quanto o cidadão brasileiro precisa se desapegar de seus bandidos de estimação e de como eleger estadistas é muito mais interessante do que manter os populistas no poder, regendo as massas de manobras em prol do ego e da idolatria.
Permita-se à leitura e à discordância ou a concordância.
Permita-se ouvir vozes dissonantes do pensamento único fora dos dois grupos que se degladiam, enquanto seus idolatrados se reúnem no submundo da política, entre doses de uísque e risos falsos, Abra sua cabeça à possibilidade de ser eleitor, sem ser gado; de votar em qualquer partido de qualquer ideologia, sem ser sob às ordens de um determinado grupo.
Permita-se à liberdade de decidir o que ler, ouvir, assistir e principalmente de ter discernimento sobre o que é mentira e verdade; de desconfiar e filtrar informações que lhe chegam em forma de verdades absolutas. Nem sempre as verdades são absolutas, quase nunca são.
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