Sobre o livro
Os Picapaus já estiveram em vários lugares deste e de outros mundos. Deste e de outros tempos. E, para onde vai a ilustríssima Marquesa de Rabicó, a boneca falante, pensante, marrenta como ela só, a famosíssima… Emília… vai também a sua canastrinha.
Trata-se de um bauzinho que aparece na história quando se precisa de uma dessas coisas que só na canastrinha da Emília é possível encontrar. De fato, é mais uma questão da nossa imaginação do que de descrição.
Por onde passa, Emília coleciona objetos que podem não ter valor para mais ninguém, a não ser para ela. E outros – estrelas? pelo de curupira? –, que são tesouros que só poderiam ser guardados em um lugar. E lá vai tudo para dentro da canastrinha.
Nem tem tanta importância assim por onde é que ela anda, quando está fora de cena. Nem pode ser diferente porque, na canastrinha, está guardado, por exemplo, o livro dos livros, As memórias da Emília, que crescem a cada aprontação dos Picapaus.
Em A canastrinha da Emília, a história tem aventura e mistério. De repente, surge um monstro com a mania de lamber a pensação das pessoas. Quer dizer, deixou um bocado de gente sem ideias na cabeça e sem ter o que dizer… principalmente sem ter histórias para contar.
E com direito a muitas participações especiais. Lá vem a Cuca – eterna rival da Emília –, e mais o Saci, Peter Pan… e outros, como Aladim, o da Lâmpada Maravilhosa, e um ou outro duende. Claro, ninguém com o juízo no lugar vai deixar de atender a um chamado da Marquesa.
Uma história original, mas com todo o tchan dos Picapaus, seus personagens, seu Era uma vez. As ilustrações de Felipe Campos, em cores vibrantes, transformam o sítio e sua turma numa festa de fantasia.
E é disso que se trata afinal: salvar fadas, fantasias, as histórias encantadas e a própria infância. Nessa, os personagens penetram até mesmo no reino da informática, das novidades virtuais… E atingem seu objetivo num lugar mágico, protegidos por uma Fada-Mor.
Ninguém aqui vai dizer que lugar é esse, nem que fada é essa… Mas, que é um final carinhoso, surpreendente. E que, em vez de terminar a história, sugere mais e mais viagens. Mais e mais reinações. Haja canastrinha para todo o agito em que essa história mete a criançada!
Luiz Antonio Aguiar
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