É o inverno, Leon

Por I. Luiz Andrade

Sobre o livro

Na voz do próprio Leon, personagem central da narrativa, e partindo de suas próprias experiências emocionais, “a melancolia e a felicidade convivem numa relação aparentemente estranha”, e assim ele oscila em um círculo que envolve angústia e refrigério.

A memória é uma fonte abundante em seu processo de autoconhecimento, e é significativamente marcada pela figura materna. Envolvido nesses sentimentos, ele se vê entrelaçado em uma teia existêncial.

Quando a sua melancolia mais se aprofunda, Leon recorre às imagens próprias da sua estação preferida, o inverno, e insinua que ela seja a fonte desse sentimento.

Mas, com a sua percepção, começa a observar que não, que a origem está em sua essência, marcada desde a sua infância, no interior do país, e que se estende ao homem e às suas experiências agora em uma metrópole.

Contudo, há em Leon um traço esperançoso, e ele se esforça na busca de não interromper uma confiante construção do seu presente e a perspectiva do seu futuro.

Nesse percurso, e juntamente com outras presenças, estão Nara e Laura, que, de maneiras diferentes, percorrem toda a narrativa, enquanto personagens também essenciais em suas decisões e atitudes.

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