Sobre o livro
Duas histórias. Dois percursos. Duas jovens muito diferentes, Dindinha e Beny.
Dindinha é arrojada, desafiadora, enérgica, cheia de iniciativa. Dispensa as palavras, prefere passar aos actos.
Afirma-se, orgulhosamente, como possuidora de uma sexualidade fluida.
Figuras tutelares, marcantes mas algo enigmáticas, são Diana, a quem Dindinha trata por Prima, e Tomé, seu professor e amante.
O triângulo que se forma não é equilátero, quando muito será isósceles, mas, ainda assim há harmonia no desenrolar da história que mais do que traição, é uma história de sedução e ambiguidade .
Beny é nostálgica, sonhadora, contemplativa.
Mas não gosta apenas de contemplar: Beny sente prazer em ser contemplada. As palavras são parte da seiva que lhe corre nas veias e são a chama que acende a sua vontade de prazer.
O triângulo neste caso é formado por Meninha, maquilhadora, e por Filipe, fotógrafo.
As emoções fluem de uns para outros e, para além da conquista ou da paixão, há também uma profunda empatia e afecto.
Dindinha e Beny são ambas são muito belas mas talvez não seja apenas a beleza que têm em comum.
Numa escrita sensual, por vezes com forte carga erótica, uma vez mais Vera Mulanver traz o poder afrodisíaco da palavra e, em especial, da poesia para condimentar a sua escrita.
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