Dignidade

Por Roger Dageerre

Sobre o livro

Era uma vez uma família que morava no município de Rosário – Maranhão. Vieram de trem para tentar uma vida melhor na capital maranhense: um casal com duas filhas adolescentes que estudavam e trabalhavam em casa ajudando os pais.

A mãe, Dona Francisca, catava descartáveis durante os dois expedientes e, à noite, com ajuda da filha Milla, separava o material que ela passava o dia ajuntando, pois tinha que entregar tudo classificado.

O pai, José de Ribamar, trabalhava durante o dia como carroceiro, com muito orgulho, como se fosse um motorista de um veículo importado, e à noite, com ajuda da filha Karla, prestava serviços para uma empresa de embalagem.

Recebiam material de presente aberto e tinham que montar as caixas de presentes para as lojas varejistas, porque o transporte do material era feito como simples folhas de papelão para serem montadas, pois os papelões eram transformados em caixas, porque as caixas montadas, além de fazer um grande volume, com certeza seriam danificadas durante a viagem.

Era uma rotina com alegria, pois as jovens faziam a parte delas com muito bom humor. Milla estudava pela manhã, e à tarde cuidava da casa. Karla fazia todo o trabalho doméstico pela manhã e estudava à tarde.

Uma família em que todos tinham ocupação para os três turnos e ainda sobrava tempo para as adolescentes namorarem. No final da tarde, o namorado de Milla chegava primeiro porque trabalhava numa padaria, e o de Karla chegava sempre depois porque trabalhava numa borracharia.

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