DIÁRIO DE UM ALQUEBRADO

Por H. Lobo

Sobre o livro

Um homem é definido, repentinamente, como um futuro louco. A partir disso, decide simular a vivência da loucura antes de ela se apresentar.

De maneira voluntária, ele escolhe momentos e situações – como visitas a antigos amigos –, para expor um comportamento louco, querendo com isso controlar o que o futuro trará. Procura também profissionais de diversas áreas para ouvir sobre a loucura de outros pontos de vista.

Acha que, se puder conscientemente optar pela loucura, ela não terá o mesmo impacto, a mesma devastação, de uma terrível surpresa. A loucura será uma decisão dele, e não uma imposição sobre ele; ele controlará a insanidade, e não o inverso.

O fingimento da loucura instala-se, cada vez mais, em sua vida tornando a realidade uma distorção do que seria de fato real.

Durante a caminhada do protagonista, são apresentadas situações como: a relação do cinema com a vida real; a maneira peculiar com que um pai dá mais sentido à vida dos filhos; a busca inglória da juventude longeva; a possível diferença entre poeta e prosador; caminhar ou correr; ser ou não sempre bem-sucedido; quem tem ídolos deve querer ou não conviver com eles; a maior dor que pessoas podem sofrer; a melhor morte.

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